segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

JBC Go Digital! Mangá em formato e-book

Quadrinhos digitais: Uma aposta de mercado.
A editora JBC, uma das mais importantes empresas do mercado editorial de mangás no Brasil, está apostando alto no formato e-book. Há anos, uma pedra no sapato das editoras tem sido a atuação dos scanlators, grupos de fãs que escaneiam e traduzem mangás gratuitamente, para divulgar coisas que gostam. Se por um lado isso ajudou e divulgar muitos títulos, a atividade é uma forma de pirataria e é sempre combatida pelas empresas que investem no mercado oficial. 

Para enfrentar isso, a resposta de muitas editoras ao redor do mundo tem sido oferecer versões digitais oficiais de suas publicações impressas, com qualidade garantida. 

E para marcar posição no setor de e-books e oferecer uma outra opção de leitura, surgiu a iniciativa JBC Go Digital, que começou lançando títulos de mangá nacional, como Henshin Mangá e Combo Rangers. E, desde o último dia primeiro de dezembro, títulos originais japoneses têm aumentado rapidamente o catálogo.

Os primeiros títulos lançados fram Blame!, Knights of Sidonia, Fairy Tail, Fort of Apocalypse, Samurai 7, The Seven Deadly Sins e The Ghost in The Shell. Até o final do ano, cerca de 100 volumes estarão disponíveis. 
Ghost In The Shell: Clássico cyberpunk
de Masamune Shirow é uma das
obras disponíveis em formato e-book.
Uma das coisas mais interessantes da proposta é a chance de apresentar a novas gerações de leitores alguns títulos mais antigos que teriam poucas chances de republicação impressa. É o caso de obras interessantes como Summer Wars e After School of The Earth, entre outras. 

Os títulos foram colocados em lojas virtuais como a Amazon, Kobo Rakuten, Kobo Livraria Cultura, iBooks e Google Play Books. Também foram disponibilizados previews dos títulos, que podem ser conferidos gratuitamente. 

A previsão da editora é a de que, para os casos de títulos ainda em produção, as versões impressa e digital sejam lançadas simultaneamente. Para quem gosta da praticidade do formato, uma boa opção de material oficial. 



Nota do autor: Gramaticalmente, o correto creio que seria "JBC Goes Digital!". Ou poderiam pontuar "JBC!! Go Digital!", e ficaria no estilo de títulos japoneses. De qualquer forma, não sou especialista e a sonoridade pode ter sido levada em conta. 


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9 comentários:

Gabriel disse...

Olá!

Até agora (e acredito que isso não vá mudar), essa iniciativa sofre do mesmo mal que todo e-book brasileiro: o preço.

Para valer a pena, a versão digital deveria ser, pelo menos, 50% do preço da versão física. Mas os preços estão altíssimos. Do jeito que está, vale mais a pena comprar a impressa. Em algumas promoções, você consegue o impresso mais barato que o digital (está acontecendo isso agora com o Ghost in the Shell, na Amazon, onde o digital está R$ 45,50 e o impresso está R$ 42,90), isso sem falar na possibilidade de comprar usado, que sai mais barato ainda.

E isso é um problema bem grave, visto que o produto impresso tem custo de produção bem maior que o produto digital.

Se a JBC não reformular sua estratégia para os e-books, acho bem difícil que isso dê certo. Enquanto isso, o Henshin Drive, que é uma proposta muito melhor, parece que foi engavetada.

A única vantagem que vejo nesses e-books é a possibilidade de conseguir volumes difíceis de achar para comprar, mas como são caros, vale mais a pena comprar a versão física usada.

Valeu o/

Alexandre Nagado disse...

Olá, Gabriel! Tá sumido, hein!

Você foi preciso na observação. O mercado de e-books no Brasil não decola porque os títulos são muito caros. Não sei como é feita a taxação sobre produtos digitais, mas as editoras deveriam fazer de tudo para baratear os títulos. Não há justificativa para um e-Book custar quase o mesmo que uma versão impressa. Espero que isso mude ou a iniciativa não vai durar muito.

A vantagem acaba sendo mesmo ter acesso a títulos esgotados e sem perspectiva de reimpressão.

Valeu! Abraço!!

Mauricio disse...

Talvez o "Go Digital" seja endereçado para o leitor? Algo como "Seja Digital"?
Bom, eu provavelmente não vou mudar agora as coleções que já estão em andamento. Mas por questões de espaço para armazenar, eu acredito que vá optar por esse formato em breve, para novas coleções. Praticamente não tenho mais onde enfiar mangás aqui em casa. "Alguém" ainda faz vista grossa, mas dá pra perceber que não apoia mais tanto o meu hobby. :P

Alexandre Nagado disse...

Olá, Mauricio!

Olha, eu também tenho problemas de espaço. O quarto que eu uso de estúdio está abarrotado.

Eu prefiro muito mais ler no papel, mas vou considerar as versões digitais em breve. O empurrão que falta é ver preços mais convidativos.

Ah, o meu questionamento sobre a gramática foi devido ao sujeito da frase.

Obrigado e apareça mais vezes.

Abraço!

Mike Wevanne disse...

Ótima iniciativa da JBC, espero que o público também tenha maturidade para consumir o material.

Só pelas vantagens do acesso a materiais que até então dependem de publicação física para voltar a catálogo já vale... Isso sem falar da possibilidade da editora trabalhar com artistas nacionais.

Alexandre Nagado disse...

Olá, Mike!

A aposta da JBC só esbarra no quesito preço, mas o acervo deles é invejável. E há títulos em que eu me contentaria em ter apenas a versão digital.

Espero que a receptividade seja boa.

Valeu! Apareça mais vezes por aqui, pois sempre tem boas contribuições na área de comentários.

Abraço!

Adelmo Veloso disse...

Mestre Nagado!

Iniciativa bacana! Certa vez comentei por aqui que li a obra Bakuman, bem como completei a coleção de mangás, e me senti na obrigação de comprar os títulos que curtia, pois era o mínimo que eu poderia fazer pelos autores, em termos de reconhecimento pelas excelentes páginas que nos faziam viajar no mundo das ideias.

Depois de um tempo essa realidade mudou: vendi quase toda a minha coleção e entrei no mundo das action figures - ainda continuei com o meu reconhecimento, até por questões de espaço na estante.

Nosso amigo aí citou a questão do preço - que depende bastante do que faríamos com esse determinado valor em um mês. Será mesmo que é caro? Como ficaria nosso reconhecimento e até demonstração de apoio aos autores? E a pirataria vai durar até quando? Assim como o mercado da música teve que se adaptar, as locadoras se acabaram por conta de serviços pagos a preços de banana, tá chegando a vez dos nossos queridos mangás!

Alexandre Nagado disse...

Oi, Adelmo!

Ah, o espaço, esse eterno problema pra pessoas como a gente... E olha que eu nem sou colecionador.

A questão do preço é devido ao fato do produto digital não necessitar de transporte, gráfica e não gastar papel.

Talvez o valor alto proporcionalmente seja uma tentativa de minimizar o prejuízo devido ao fato de que um comprador pode distribuir pra outras pessoas o arquivo do mangá. Mas sem dúvida, tem que apoiar o produto oficial, pois é o que cria mercado.

Valeu! Abraço!

Gustavo Reis disse...

Acho só que poderia ser mais baratinho, já que não tem os custos de impressão e distribuição.