terça-feira, 20 de setembro de 2016

Pokémon - 20 anos

Do primeiro jogo até a febre Pokémon GO e além, uma visão da trajetória de uma das maiores franquias da cultura pop japonesa.

Ash e Pikachu: Amizade e aventuras desde 1996.
Um fato bastante conhecido entre os fãs é que os quadrinhos e desenhos animados japoneses têm um começo, meio e fim, e que essa característica os diferencia dos eternos heróis americanos. Mas alguns personagens do Japão são perenes, como a dona-de-casa Sazae-san (criada em 1946) ou o gatinho-robô Doraemon (desde 1969). Apesar de ser bem mais recente que esses citados ícones culturais de seu país, Pokémon parece seguir o mesmo caminho. O sonho do garoto Ash Ketchum em se tornar o melhor treinador Pokémon do mundo e sua jornada de amadurecimento ao lado do ratinho elétrico Pikachu têm cativado audiências e é uma das franquias japonesas mais conhecidas pelo mundo.

Presente na mídia há 20 anos, com altos e baixos, polêmicas e muitos produtos, a série virou sensação mundial em 2016 com o game para celulares Pokémon GO, que leva o conceito de realidade aumentada ao grande público. Com o jogo em seus smartphones, as pessoas apontam suas câmeras para escanear ruas e lugares em busca de Pokémon para capturar e, posteriormente, batalhar. 

Fazer as pessoas saírem de suas casas para jogar algo mais dinâmico do que apenas apertar botões sentado pode ter sido uma boa ideia, mas com as locações - chamadas de "Ginásios Pokémon" - escolhidas sem critério, escolas, repartições públicas e hospitais vêm enfrentando transtornos com jogadores invadindo áreas onde deve-se prezar pelo silêncio e tranquilidade. 
Pokémon GO: Febre mundial com a tecnologia de realidade
aumentada, que faz Pokémons "aparecerem" em lugares reais.
Pokémon GO virou febre mundial, mudou hábitos e até levou os mais incautos a sofrerem acidentes por não olhar por onde andam. Também gerou teorias da conspiração, que apontam para o fato de que, ao jogar, as pessoas estão filmando lugares, fornecendo informações para "sinistros e ocultos manipuladores do mundo". E na triste guerra da Síria, ativistas recorreram a montagens com Pokémon para chamar a atenção da opinião pública mundial sobre a desesperadora situação das crianças em zonas de guerra. Tudo isso deixou uma certeza: a humanidade foi dominada pelos monstrinhos de bolso. Mas a invasão já começou há muito tempo.


Capas de Pokémon
Red and Blue, que
iniciaram a trilha de
sucesso no ocidente.
Chamado no Japão de Pocket Monster, a franquia estreou oficialmente em 27 de fevereiro de 1996 como um jogo para o console Game Boy da Nintendo. Era o Pokémon Red and Green, lançado dois anos depois nos EUA como Pokémon Red and Blue


A partir de conceitos originais do designer de games Satoshi Tajiri, o diretor de arte Ken Sugimori criou os primeiros 251 monstrinhos e trabalhou alguns personagens secundários. O jogo, desenvolvido pela empresa Game Freak, criada por Satoshi Tajiri, logo foi chamando a atenção do público japonês. Para surpresa de todos os envolvidos, popularizou-se com grande rapidez no ocidente, invadindo outras mídias e tornando-se um dos maiores sucessos comerciais da área de games, perdendo apenas para o Super Mario, também da Nintendo. Além do design simpático, a história simples e de mensagens poderosas cativou também a audiência. 

Em uma realidade muito parecida com a nossa, a Terra é repleta de Pokémon, criaturas dotadas de grandes poderes. A trama tem início com o garoto Ash, de 10 anos, que sai pelo mundo para realizar seu desejo de se tornar o maior treinador Pokémon. 

Treinadores são pessoas que capturam Pokémon nas esferas chamadas Poké-bolas, artefatos que transformam os bichinhos em energia para serem transportados no bolso. Com os treinos, os monstrinhos lutam entre si em desafios e torneios, com os treinadores organizando ligas e associações entre si para ver quem é o melhor. Ash tem como companheiro inseparável o Pokémon elétrico Pikachu, que se recusa a entrar em uma Poké-bola e também não se permite evoluir para outra forma, um fenômeno pelo qual todos os Pokémon passam conforme vão crescendo em poder. 
Pokémon X e Y: RPG lançado em 2013 para Nintendo
e Nintendo 3DS vendeu mais de 12 milhões de cópias.
O autor Satoshi Tajiri baseou-se em seu hábito de colecionar insetos quando criança para conceber o universo básico do título, ainda em 1995. Em sua homenagem, o personagem principal chama-se Satoshi, que na exportação do jogo tornou-se de Ash. Com a escolha de nomes ocidentais para facilitar a popularização da franquia, vários nomes originais foram alterados. Como exemplo, podemos citar Misty (que no original é Kasumi), Brock (Takeshi), Tracey (Kenji), Jesse (Musashi), James (Kojiro), Meowth (Niars), Prof. Carvalho (Prof. Okido), Charizard (Lizardon) e Bulbassauro (Fushigidane), entre muitos outros. 

A ideia dos monstrinhos lutadores transportados em bolinhas de bolso remete a um dos mais cultuados super-heróis japoneses, o Ultraseven. Na série clássica exibida entre 1967 e 68, o alter-ego humano do herói, Dan Moroboshi, carrega as Cápsulas-Monstro, que liberam monstros gigantes para lutar contra inimigos no lugar do herói. 

Pokémon logo seria licenciado para outras mídias, tendo gerado muitas séries de mangá para diferentes públicos, além de uma das mais longas séries de animê já produzidas. 


No início da jornada contada no animê desde 1997, Ash e Pikachu são acompanhados pelos treinadores Brock e Misty. No caminho, além dos perigos da jornada, eles ainda têm que lidar com a perseguição da incômoda e atrapalhada Equipe Rocket, formada por Jesse, James, pelo Pokémon felino Meowth e por mais alguns Pokémons que o casal carrega. Depois de um tempo, Brock deixa o grupo, sendo substituído pelo desenhista observador de Pokémon Tracey. Depois, Tracey também deixa o grupo e Brock retorna, na época em que Ash e Misty seguem para lutar na famosa Liga Johto. A história avança sem interrupções e já são mais de 800 episódios, além de muitos especiais para cinema, tanto de curta quanto de longa-metragem. O sucesso inspirou outras produções, como Digimon, Monster Rancher e, mais recentemente, Yo-Kai Watch. Poucos conseguiram captar tanto a imaginação das pessoas como o original.

Pikachu: Símbolo da
série e ícone da fofura
comparável à Hello Kitty.
Em 1998, o animê de Pokémon protagonizou um incidente de grandes proporções no Japão. Efeitos luminosos utilizados em uma determinada cena causaram convulsões e ataques epiléticos em centenas de crianças que assistiam o programa, que foi tirado do ar até que fosse tudo esclarecido. O problema era que a frequência usada lembrava luz estroboscópica e é passível de causar convulsões em pessoas com epilepsia fotossensível. 

Mesmo assim, o episódio em questão, o de número 38, foi retirado da cronologia oficial ao invés de apenas ser editado. Foi o Pokémon Shock, nome dado pela imprensa local ao incidente que, felizmente, não teve vítimas fatais ou consequências graves aos atingidos. 

Outras polêmicas surgiram decorrentes de diferenças culturais entre Japão e EUA, como cenas em que a Equipe Rocket aparecia com armas de fogo ou com James travestido de mulher com seios enormes. Cenas assim acabaram cortadas da versão ocidental, orientada especificamente para a cultura norte-americana. 

Pokémon Club: Sucesso
nas bancas brasileiras.
Dentre as críticas que pipocaram contra a série, uma chamava a atenção que essas "batalhas Pokémon", apesar de nunca serem fatais e terem uma violência estilizada, celebravam uma cultura semelhante à das rinhas de galo, proibidas por lei e criticadas pelas associações de proteção de direitos dos animais.

Certos grupos religiosos, notadamente neo-pentecostais, também já chamaram Pokémon de satanista ou "obra do Diabo". Na época, o então Papa João Paulo II (falecido em 2005), líder da Igreja Católica, após uma primeira opinião negativa, concluiu que Pokémon era apenas uma brincadeira fruto de uma imaginação fértil e que não tinha nada para os pais se preocuparem. Polêmicas à parte, Pokémon continuou conquistando público, por mais que eventualmente pastores e apresentadores de TV sensacionalistas voltem sua fúria à franquia. 

No Brasil, Pokémon fez sucesso logo que estreou na Record, seguindo depois para o Cartoon Network. Alguns longas também foram exibidos em cinemas brasileiros, fazendo Pokémon ser notícia em todo tipo de mídia voltada ao entretenimento. Em 2000, a Conrad Editora lançou uma das séries de mangá de Toshihiro Ono, publicando junto mini-aulas sobre como desenhar Pokémon (material assinado por este que vos escreve). Veio também na época, também pela Conrad, a revista Pokémon Club, que durou entre 1999 e 2003, capitalizando a primeira grande febre Pokémon no país. 
Pokémon Generations: Nova série, criada
especialmente para a internet.
E atualmente, além do quase onipresente jogo Pokémon GO, a marca também estreou a série Pokémon Generations, que consiste em curta-metragens feitos para a web com história mais fiel aos jogos. Serão 18 episódios, com duração de 3 a 4 minutos cada. E em novembro, começa a nova temporada da série de TV no Japão, intitulada Pokémon Sun and Moon. Com duas primeiras temporadas brilhantes e muitos momentos marcantes espalhados em centenas de episódios, a série de TV é tão ou mais importante que os jogos no imaginário popular e a nova temporada promete renovar o interesse na saga de Ash e Pikachu. 

Franquia de enorme relevância em diferentes mercados, com numerosos jogos, brinquedos, card games, mangás e animês, Pokémon foi também homenageado e parodiado inúmeras vezes. Uma das forças mais importantes da cultura pop japonesa e mundial, Pokémon se renova constantemente - sem perder suas diretrizes de vista, fazendo crianças e adultos vivenciarem a fantasia de ser um treinador em busca de novos desafios. A premissa, como se vê, está longe de se esgotar.

Pokémon: Com duas temporadas iniciais brilhantes,
a série conquistou o mundo e é produzida até hoje,
sempre com boa recepção de público.
POKÉMON [Série de TV - Ficha técnica]

Título original: Pocket Monster
Número de episódios: ainda em produção, com mais de 800 episódios (somando todas as fases)
Estreia no Japão: 01/ 04/ 1997
Criação: Satoshi Tajiri
Roteiro: Takeshi Shudo, Atsuhiro Tomioka e outros
Trilha sonora: Shinji Miyazaki
Direção geral: Masamitsu Hidaka, Norihiko Sutou, Yuuji Asada e outros.
Produção: Satoshi Tajiri, Ken Sugimori e Junichi Masuda
Realização: TV Tokyo, SOFTX-MEDIANET, Shogakukan Production

::: E X T R A S :::

1) Confira o primeiro episódio de Pokémon Generations, que começa com imagens do jogo que começou tudo:



2) Confira agora o trailer de Pokémon Sun and Moon:



3) Veja Ikue Ootani, a voz oficial do Pikachu no mundo todo, dando uma palhinha em um programa de TV no Japão. Veterana da dublagem em seu país, é uma figurinha graciosa e adorável. 

8 comentários:

Bruno Seidel disse...

Pokemon é um fenômeno incontestável! E uma coisa que me chama atenção nessa recente febre do Pokemon Go é o curioso fato de ser uma "velha nova mania", já que o anime foi uma grande febre aqui no país no final dos anos 1990. Confesso que nunca fui grande fã da série: já tinha meus 15 anos quando o anime veio pra cá e, na época, aquilo tudo parecia infantil e "bobinho" demais para um cara que estava mais interessado em Dragon Ball (que disputava uma certa atenção dos fãs na época). Hoje reconheço e admiro o talento que tiveram pra transformar essa "estratégia comercial" em uma obra que arrebata gerações há duas décadas.
O carisma dos monstrinhos de bolso foi mais uma vez comprovado com esse sucesso chamado Pokemon Go. A ideia de popularizar a Realidade Aumentada não é tão recente assim: a própria Nintendo/Niantic já tentara emplacar essa moda em tentativas anteriores. O jogo "Ingress", por exemplo, tinha as mesmas características e funcionalidades do Pokemon Go, mas não tinha o mais importante: um universo de personagens já consolidado e com vaga cativa no coração do público. Logo, não teve o mesmo sucesso.

Pokemon Go chegou como sucesso anunciado, abocanhou fãs das antigas e novas gerações e eu acredito que o mérito esteja justamente na relação que possui com o universo da série. No enredo, os personagens são coletores de Pokemons, vagam por aí capturando-os e promovendo duelos numa espécie de competição sadia. Essa premissa concebida há 20 anos virou basicamente uma premonição, já que é exatamente isso que estamos vendo na vida real hoje: pessoas enlouquecidas pelas ruas usando seus celulares (ao invés de pokébolas físicas) e coletando os simpáticos monstrinhos.

Há quem repudie essa febre, dizendo que "o mundo está perdido e blá blá blá". O mesmo papinho que em outros tempos já amaldiçoou os smartphones, os computadores, os videogames, os "desenhos violentos"... Eu sinceramente não tenho muita paciência pra esse discurso rabugento e raivoso.

Não sou jogador de Pokemon Go, mas acho essa febre algo muito bacana, pois reflete um pouco do nosso tempo: uma época em que a tecnologia e a cultura pop estão à serviço da interação e da brincadeira saudável. Apesar dos riscos e dos pontos negativos que existem em qualquer brincadeira (você também pode quebrar a perna caindo da árvore, né?), a diversão é o que prevalece.

Ale Nagado disse...

Grande Bruno! Obrigado por mais uma contribuição cheia de conteúdo na área de comentários do Sushi POP!

Quando "descobri" Pokémon eu vi primeiro por interesse profissional, já que trabalhava na Herói na época. E eu adorei o desenho. Bobinho, despretensioso, mas com ótimas sacadas. Daí, no episódio 12 houve o primeiro grande momento: Ash teve que se despedir de Butterfree, o primeiro Pokémon que ele capturou com a Poké-bola. A despedida foi muito emocionante e a música em português se integrou harmoniosamente à cena. Foi nesse episódio que eu comecei a prestar mais atenção.

Acompanhei as primeiras temporadas e cheguei a colaborar com a revista Pokémon Club. Depois, perdi o interesse e eventualmente dou uma olhada pra ver o que se passa. Mas as duas primeiras temporadas eu comparo à primeira temporada da série clássica da Sailor Moon. Comercial sim, mas emocionante e divertida na medida certa. Como toda boa série deveria ser.

Abraço!

Usys 222 disse...

Um excelente resumo de Pokémon, cobrindo todos os pontos!

E Pokémon tem um monte de outras influências das séries Ultra.

Eu jogava a série clássica e lá vi que quando o Pokémon do jogador ficava enfraquecido, começava a soar um aviso sonoro igual ao do Color Timer do Ultraman. E a maneira que os dados dos Pokémons são apresentados na Pokédex lembram bastante os antigos livros de monstros das séries Ultra, com altura, peso, alcunha e uma breve descrição.

Muita gente se lembra mais do Dan e suas Cápsulas-Monstro, mas no primeiro capítulo de Ultra Q figura um menino que comanda um monstro-pássaro, o Litra para enfrentar outro, o Gomess, embora não tivesse um receptáculo para guardar o pássaro. E como referência a isso, o Litra é um dos monstros do Ray, de Ultra Galaxy, baseado em um jogo que seria um "Pokémon da Tsuburaya".

O desenho era bem engraçado e também via até certo ponto em que perdi o interesse. Digo e repito que os verdadeiros protagonistas são a Equipe Rocket. Vendo no ponto de vista deles fica bem mais divertido.

E uma coisa que sei é que Pokémon Go pode ser bem perigoso se não for jogado com sabedoria. Por exemplo, entrar em instalações militares ou terreno particular para pegar um Pokémon não é uma boa ideia. Nesse ponto, a empresa teria de entrar em acordo com os administradores dos terrenos para instalar os pontos de captura.
Por outro lado, pode ser um bom negócio para estimular o turismo e o comércio em certas localidades. Soube de bairros em que o movimento aumentou, fazendo a alegria de lanchonetes e outros estabelecimentos comerciais locais. O potencial desse jogo é infinito.

Adelmo Veloso disse...

Mestre Nagado!

Excelente matéria. Muito bom poder voltar um pouco no tempo e ver as fases que pude vivenciar, diferente da rapaziada que só veio conhecer a franquia após o game Pokémon GO. A idade chega para todos nós!

Lembro-me como se fosse hoje quando assisti ao primeiro episódio na casa de um amigo da escola. Depois daquele, vieram os outros, as promoções de salgadinhos com tazos, super cartas, guaraná caçulinha e muitas outras coisas que me faziam gastar os trocados do videogame para colecionar.

Nunca tive um videogame, mas lembro de meu primo jogando Pokémon Red e Blue no PC. Achei muito legal o jogo e jamais imaginava que um dia eu sairia por aí caçando monstrinhos com meu smartphone! E que jogada arretada!

Hoje, ainda tenho os tazos, super cartas, miniaturas do guaraná Caçulinha e uma figura do ASh da Takara Tomy. E que essa franquia venha a crescer cada vez mais! Até a próxima!

Ale Nagado disse...

Fala, Usys!

Tentei ser o mais sucinto possível, e isso deixa muita coisa de fora. Bem lembrado sobre o Litra. Eu vi esse episódio e a comparação é válida sim. Acho que a grande sacada das Cápsulas-Monstro era transformar os monstros em energia para serem transportados no bolso. E falando em Ultras, eu gostava do Staryu. Era um Pokémon-Estrela... de Ultra.

Eu adoro a Equipe Rocket e em minha estante há dois bonequinhos SD de Jesse e James. Aliás, gosto tanto que até dediquei um post a eles, um tempo atrás:
http://nagado.blogspot.com.br/2010/08/pokemon-e-equipe-rocket-quando-os.html

E eu já tive problemas com Pokémon GO... O problema é que quando um lugar "vira" Ginásio Pokémon, vira um inferno e há lugares onde o transito de crianças não é permitido.

Pokémon realmente veio pra deixar sua marca no mundo.

Abraço!

Ale Nagado disse...

Fala, Adelmo!

Acho muito legal quando alguém posta sua ligação com o assunto da postagem. Esses produtos que citou realmente movimentaram a garotada na época. Minha ligação afetiva com Pokémon veio totalmente do animê. Acho brilhante a condução dos episódios, mas sou daqueles que acham que já devia ter se encerrado há muito tempo a jornada de Ash e Pikachu, dando espaço para outras histórias.

Pokémon eu já apresentei às minhas filhas e elas gostam do Pikachu. Não adianta, em alguma coisa meu gosto acaba influenciando elas, ah ah.

Abraço!

Synbios disse...

Eu confesso que assisti pouco do anime, vi um pouco das duas primeiras temporadas, o primeiro filme, tive aquele mangá em 4 edições da Conrad, mas o "braço" da série que me prendeu mais a atenção sempre foi o jogo mesmo. Nas primeiras gerações, joguei as versões dos portatéis mesmo, algumas no Game Boy, outras em emuladores. De 10 anos pra cá, depois de algumas fuçadas na internet, passei a focar mais no aspecto competitivo dos jogos, de vez em quando jogo em simuladores online para batalhas pokemon(ou, no popular, "bater uns contras"), o sistema de batalhas do jogo é muito interessante, divertido, e... inteligente e complexo! Os fãs mais fervorosos lá fora comparam o Pokemon competitivo a um jogo de xadrez, tamanha a exigência de habilidade necessária em partidas de alto nível. Quando sair o Sun e o Moon pretendo voltar a jogar com um pouco mais de frequência caso os simuladores ainda continuem existindo até lá. Quanto ao Pokemon GO, não é um jogo que me interessa, mas acho muito inteligente e inovador e dou a maior força para quem o joga.

Ale Nagado disse...

Olá, Mr. Synbios!

É interessante como Pokémon atinge pessoas com diferentes interesses. Eu não jogo games, parei na época do Mega Drive e meu interesse veio com a série animada. Mas mesmo sendo uma criação coletiva, corporativa, houve uma visão autoral bem lá no início e isso pavimentou o caminho para que outros desenvolvessem o conceito e expandissem o universo de personagens e possibilidades. Existem produtos colecionáveis do Pikachu que vão no mesmo nicho da Hello Kitty. Ou seja, tem um apelo de grife também, associado com o "kawaii" tão valorizado no Japão.

Isso mostra como é uma franquia universal, que se incorporou à vida de muita gente, crianças e adultos de ambos os sexos. Desconfio que Pokémon ainda será assunto por muito tempo.

Valeu pela contribuição, a área de games é realmente meu ponto fraco dentro da cultura pop japonesa e você acrescentou conteúdo ao tema.

Abraço!