sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Cybercop - Os Policiais do Futuro

Cybercop - Um seriado tokusatsu que compensava
com boas histórias e personagens a produção capenga
Durante a febre de seriados tokusatsu puxada por Jaspion e Changeman no final dos anos 1980 para o começo dos 90, uma das séries mais interessantes a passar na TV Manchete foi Cybecop - Os Policiais do Futuro. Produção da poderosa Toho Co., a mesma dos filmes de Godzilla, Cybercop recebeu orçamento pra lá de modesto, compensado com um monte de ideias legais e um elenco que funcionava muito bem. 

O resultado foi uma pequena pérola das séries tokusatsu, com ação, drama e humor, que era voluntário pelas situações divertidas e involuntário devido aos grotescos "defeitos especiais". Foi uma das séries mais subestimadas de seu tempo e que merece ser lembrada.




A abertura original exibida no Brasil. A canção
chama-se "Ashita e no futatabi ~ Cyber-Heart",
cantada por Hiroshi Nishikawa, na época com 18 anos.

Os policiais do futuro contra a Deathtrap

Na virada para o século XXI (o futuro próximo de quando a série foi filmada, entre 1988 e 89), em Neo Tóquio, que é uma evolução da Tóquio "normal", a polícia possui uma divisão especial chamada ZAC - Zero-Section Armed Constable, que tem como força de ataque os Cybercops, policiais de elite com armaduras especiais. 

Sob as ordens do Capitão Oda e a oficial Shimazu, a equipe é composta por Akira (Marte), Takeda (Júpiter), Ryoichi (Saturno) e Osamu (Mercúrio), apoiados pela policial Tomoko. Na base, ainda ficam o mestre de informática Yazawa e a oficial de comunicações Miho
Os policiais do ZAC, prontos para a ação
A Unidade Marte foi a primeira armadura cyber a ser construída. Tem grande força física, mas sua blindagem é considerada vulnerável em comparação com os outros. Saturno tem blindagem pesada e baixa mobilidade em relação aos outros, por conta de um grande número de radares e sensores embutidos. Mercúrio, de blindagem leve, é o mais rápido e, em linha reta, consegue correr à velocidade do som. 

Forte, ágil e resistente na mesma medida, Júpiter é o mais poderoso dos quatro agentes, graças à Cyber Força, poderoso recurso de sua armadura, que veio com ele de um futuro sombrio dominado pelas máquinas. A Unidade Júpiter assume uma configuração especial (o que inclui o "chifre" do capacete se erguer) e ele empunha o Cyber Thunder Arm, um disparador de raios mais destruidor do que a bazuca Cyber Fire Slugger, normalmente usada por Marte. 

Tomoko deveria receber a Unidade Vênus, mas o departamento de polícia ficou sem verba suficiente para a armadura. Assim, ela teve que se contentar em operar a cabine de transformação dos demais e auxiliar nas investigações e no apoio operacional. Tomoko é equilibrada e ajuda a manter o grupo unido. Akira, o líder de campo do grupo, é temperamental e ranzinza, sempre entrando em atrito com o impulsivo Takeda. Em contrapartida, Roichi é sossegado, mulherengo e tirador de sarro, enquanto Ossamu é mais tímido e inseguro. Em ação, no entanto, a integração entre eles é impecável. 
Lúcifer em sua época de
inimigo, com o
capacete apresentando
visual mais ameaçador

Inicialmente projetados para grandes ameaças urbanas e terroristas, sua missão se torna combater a organização criminosa Deathtrap. A ameaça é liderada pelo computador vivo Führer e seu braço direito, o sinistro Barão Kageyama, um traidor das forças da humanidade vindo do futuro. A Deathtrap conta com um trio de cientistas malignos: Prof. PloidMadame Durwin e Dr. Eishtein, que criam robôs para atacar Neo-Tokyo. Além dos robôs das linhagens Harkos, Ominos e Garoga, há também os soldados siliconióides, andróides de aparência humana, exceto pelos olhos cheios de circuitos, ocultos por óculos escuros. 

Também vindo do futuro, o implacável Lúcifer - mais poderoso que todos os outros - surge primeiro como inimigo, mas logo descobre as armações de Deathtrap e se torna um aliado dos Cybercops.


Os vilões (da esq. p/ dir.):
Os cientistas Ploid, Eishtein, Durwin e
o líder deles, o Barão Kageyama
A despeito de ser uma série de ação e aventura com personagens poderosos, o grande atrativo de Cybercop foi mostrar o cotidiano e a interação entre os personagens. E nesse aspecto, havia muito humor. Há um episódio hilário em que precisam infiltrar um dos agentes numa escola feminina onde Tomoko já estava infiltrada. Acabam organizando internamente um "concurso" pra ver qual dos homens ficava mais convincente vestido de mulher. O desencanado Osamu leva a melhor, depois das performances ridiculamente antológicas de Takeda, Akira e Ryoichi. Quando não se levava a sério, a equipe mostrava um lado totalmente humano e ficava ainda mais interessante.

Da esquerda p/ a direita: Saturno, Marte
Júpiter, Lúcifer
 e Mercúrio
A produção e repercussão


Filmada em vídeo com efeitos especiais vergonhosos, Cybercop foi o primeiro seriado de tokusatsu a usar filmagem em vídeo a fim de baratear os custos de produção, quando o padrão de TV na época era a película de 16 mm (não era igual à de cinema, que tinha por padrão 35 mm). Ainda assim, a imagem brilhante que resultou ajudou a criar uma atmosfera diferente para a série. Mas na fase de produção do piloto, a Toho filmou um curta-metragem de ação em película, no qual os Cybercops agiam como um grupo Super Sentai, fazendo poses e dando cambalhotas. Não agradou e resolveram tentar um caminho bem diferente, fugindo dos clichês da concorrente Toei e adotando uma filmagem mais barata. 

Capa de um livro infantil da época,
totalmente dedicada aos heróis
Não que a Toho não tivesse dinheiro ou estivesse mal das pernas, apenas não quiseram liberar muita verba de produção (talvez por não acreditar que desse muito retorno financeiro) e usaram uma equipe inexperiente, que viu em Cybercop a chance de experimentar e aprender muito. 

A Toho é uma potência cinematográfica japonesa e estava, em 1988, na fase de preparação de Godzilla versus Biollante, filme que dava sequência ao remake do Rei dos Monstros, de 1984. Fundada em 1932, a empresa, que é tanto produtora quanto distribuidora, tem em seu acervo obras de Akira Kurosawa, Yasujirô Ozu, Kenji Mizoguchi, Ishiro Honda e outros renomados cineastas. Impulsionou o tokusatsu com seu Godzilla original em 1954, seguido por muitos outros monstros, como Mothra, King Ghidra e RodanNos anos 1970, emplacaram algumas séries de TV de super-heróis, como Ike! Godman (1972), Ryuusei Ningen Zone (73), Hikari no Senshi Diamond Eye (73), Megaloman (79) e alguns outros. 

Cybercop foi uma tentativa da Toho em retomar espaço na TV, que nos anos 80 foi totalmente dominado pela Toei Company. Voltariam ao tokusatsu para TV com Guyferd (1996) e Godzilla Island (97). Depois, só retomariam em 2003, com Gransazer, seguido por Justirisers (04), Sazer-X (05) e Kawaii! Jenny (07). 

Cybercop começou com 6% de audiência e chegou a 8,2% (uma audiência excelente), mas foi caindo e nem a mudança de dia e horário que teve depois do episódio 24 ajudaram. A série terminou com modestos 3,6% de audiência, segundo levantamento da revista especializada NewtypeApós os 34 episódios do enredo, outros dois foram exibidos no Japão, nos quais os atores principais apareciam mostrando os melhores momentos da série. No último especial, uma brincadeira com o diretor Hirochika Muraishi, que aparece sempre de óculos escuros. Os outros atores tiram o óculos dele e ele aparece com os olhos cheios de circuitos, igual a um andróide da Deathtrap. Terminar com 

Por causa desses especiais, algumas listagens descrevem Cybercop como tendo 36 episódios. Cybercop teve fãs fervorosos e até fanzines foram produzidos no Japão ddem homenagem a eles, mas no geral não teve grande repercussão, o que é uma pena. No Brasil, a história foi outra. 
Cybercop no traço de
Aluir Amâncio,
desenhista com passagens
consagradas no
estúdio MSP, além de
Disney, Marvel e DC. 

Sucesso no Brasil

No Brasil, estreou em 12 de outubro de 1990, com grande divulgação na TV Manchete, canal que o exibiu até março de 1995. Cybercop veio pela N Sato - Brazil Home Video, a empresa que, nos anos 1980, lançou em fitas VHS animês como Capitão Harlock e a Nave Arcádia, Baldios - Guerreiros do Espaço e Macross - A Batalha Final. Também conseguiu a proeza de lançar o animê AKIRA, obra-prima de Katsuhiro Otomo, em alguns cinemas em 1991, graças ao sucesso que a aventura obtivera nos EUA e Europa. Com Cybercop, a N Sato tentava o rico filão que fora inaugurado pela Everest Vídeo, com Jaspion e Changeman. Posteriormente, a empresa mudou o nome para Sato Company e atualmente licencia o animê Naruto

Cybercop ficou várias vezes entre os cinco programas mais vistos do canal, alcançando a boa audiência de 3% de televisores ligados nos horários em que era exibido. Mas o excesso de reprises e a insistência da distribuidora em segurar os quatro últimos episódios (incluindo o eletrizante final) acabaram por cansar o público. 

Os episódios finais dublados acabaram vazando para alguns fãs e colecionadores, que espalharam cópias piratas. Em 2000, foi brevemente exibido no canal CNT, sendo reprisado uma última vez no canal por assinatura Cinehouse (TecSat) até o início de 2001. 

Tendo tido muito mais repercussão no Brasil do que no Japão, Cybercop teve álbum de figurinhas lançado pela Ed. Abril, além de histórias em quadrinhos feitas por autores nacionais para o selo Abril Jovem entre 1991 e 93. Os trajes originais foram trazidos do Japão e várias apresentações foram feitas, usando dublês brasileiros. Bonecos de baixa qualidade chegaram ao mercado, mas pouco foi explorado do potencial dos personagens, apesar da série ter feito muitos fãs no Brasil. 

(Nota: O Brasil pode ser o país com o maior número de fãs de Cybercop, mas grande parte fala errado o nome da série, se referindo a ela como "Cybercops". Claro que quando se refere aos personagens, é certo chamá-los de Cybercops, no plural. Mas a série usava o nome no singular.)

O final nunca exibido


No episódio duplo final, o Barão Kageyama desliga o computador-líder Führer, absorve sua grande energia e parte para o ataque como um ser superpoderoso. O prof. Ploid, que descobre ser um robô, é destruído por um ataque combinado de Saturno e Mercúrio, enquanto Madame Durwin é morta pelo próprio Barão. 

A inimiga Luna, por ser apaixonada por Marte, se rebela e também acaba morta pelo Barão. Ela, que surgira para vingar a morte do irmão Eishtein, descobre ser também um tipo avançado de robô, assim como todos os demais membros da Deathtrap, com exceção de Kageyama, o verdadeiro cérebro por trás de todas as armações malignas. 

Finalmente, os Cybercops se reúnem para enfrentar o tirano, e aparentemente triunfam graças ao ataque combinado de Júpiter e Lúcifer. A energia dimensional liberada na batalha cria um portal que permite aos dois mais poderosos Cybercops voltarem a sua era, no século XXIII. Tomoko, assumindo seu amor por Júpiter, resolve ir junto com eles. 
Luna morre nos braços do amado Akira,
o grande herói da série
Quando estavam prestes a entrar no portal dimensional, o vilão Kageyama ressurge e tenta alcançá-los. Então Marte salta para impedí-lo e o agarra em pleno ar. A energia de Kageyama atinge massa crítica e uma grande explosão faz desaparecer os dois inimigos, permitindo que Júpiter, Tomoko e Lúcifer partam rumo a seu destino. O Cap. Oda, Shimazu, Miho e Yazawa correm para onde estão os Cybercops e encontram Saturno e Mercúrio, os únicos que restaram. Os remanescentes acreditam que Marte morrera, mas eis que ele reaparece entre os escombros da batalha para celebrar a vitória com os amigos. 

Foi assim, com reviravoltas e emoções intensas o encerramento de uma série criativa e muito divertida. O fato de não ter tido o sucesso merecido não tira suas imensas qualidades. Se tivesse recebido um orçamento melhor, se a Toho tivesse acreditado mais no potencial do título, teria sido um clássico de seu tempo. E, de certa forma, foi.
Arte original de Tamotsu Shinohara
imaginando como poderia ser
Unidade Vênus (à esq.), além de
novos equipamentos.
(Revista Uchusen #102, de 2002
- Ed. Asahi Sonorama)
Ficha técnica: 

Título original: Den-nou Keisatsu Cybercop (Polícia Computadorizada Cybercop)
Estreia no Japão: 24/ 01/ 1988 (TV Nihon)
Número de episódios: 34


Criação: Minoru Nonaka (Shigeru Pro)
Roteiro: Kazuhiko Goudo, Junki Takegami, Shiyoshi Oohashi e outros
Trilha sonora: Ichirou Nitta

Design de armaduras, uniformes e robôs: Minoru Nonaka, Submarine e Shôhei Obara
Design de Luna: Mutsumi Inomata
Direção: Hirochika Muraishi, Kiyotaka Matsumoto, Yoshiki Kitamura e outros
Produção: Tooru Horikoshi, Masayuki Takubo e outros

Realização: Toho Co. 
Distribuição brasileira: N Sato - Brazil Home Video
Versão brasileira (dublagem): BKS
Emissoras no Brasil: TV Manchete e CNT

Elenco: 

Tomonori Yoshida: Shinya Takeda/ Júpiter
Shogo Shiotani: Akira Hojo/ Marte)
Mika Chiba: Tomoko Uesugi
Ryuji MizumotoRyoichi Mouri/ Saturno
Ryoma Sasaki: Osamu Saionji/ Mercúrio
Masaki Daimon: Cap. Hisagi Oda
Shigeko Mita: Mizue Shimazu
Hiromi Oonishi: Miho Asakuza
Masaru Matsuda: Daisuke Yazawa
Takashi Koura: Lúcifer
Jinya Sato: Barão Kageyama
Goro Mutsu: Führer
Ken Okabe: Prof. Ploid
Takaaki Kitagawa: Dr. Eishtein
Tomoko Ishimura: Madame Durwin
Masako Takeda: Luna 

Curiosidades:
Ponytail Soldier, single
de Mika Chiba lançado
em 1990. Foi seu
quarto single e seu maior
sucesso, chegando
à posição 42 do ranking
musical do país.

* Cybercop foi o trabalho de estreia de Mika Chiba, na época com 16 anos. Boa cantora, interpretou o tema de encerramento Shooting Star. Outra música cantada por ela foi Brand New Tomorrow, que toca no fim da série. Depois, ela começou carreira como cantora pop. Em 2004, Mika atuou na série Gransazer (também da Toho), como a personagem Karin.


* O diretor Muraishi ganhou reconhecimento em 1996 como o principal diretor de Ultraman Tiga, grande sucesso do tokusatsu. Ele foi também um dos diretores de efeitos especiais nessa série que renovou a franquia Ultra. Ele levaria os atores principais de Cybercop para participações especiais (e algumas regulares) na Tsuburaya Pro, graças ao prestígio que conseguiu na época. 

* Os atores Shogo Shiotani, Ryuji Mizumoto (atualmente assinando como Tom Saeba) Ryoma Sasaki, Takashi Koura e Ken Okabe participaram de episódios de Ultraman Tiga. Nessa série, Takashi Koura, foi o antológico vilão Evil Tiga. Shiotani e Mizumoto também interpretaram papéis regulares em Ultraman Gaia (de 1998) como oficiais do esquadrão XIG. Já o ator Masaki Daimon era conhecido no meio tokusatsu porque trabalhou em Ultraman 80 (de 1980) como um oficial do esquadrão UGM.

* O ator Shogo Shiotani tentou, sem sucesso, oferecer a ideia de uma continuação para Cybercop, série com a qual tinha grande ligação. Frustrado e sem ter conseguido se estabelecer como ator, chegou ao seu limite e cometeu suicídio, se jogando do alto de um prédio. A tragédia aconteceu em 2002, quando o ator tinha 35 anos.

* Dos 5 heróis uniformizados, somente a armadura de Júpiter não era usada pelo próprio ator nas filmagens, pois o ator Tomonori Yoshida não tinha treino como dublê. Quem vestia a armadura de Júpiter foi Riichi Seike, que trabalhou também em Changeman, Flashman, Maskman, Metalder, Kamen Rider Kabuto, K.R. Kiva, K.R. Decade, Shinkenger e uma infinidade de produções. Atualmente assina como Toshikazu Seike

* Alguns sites listam que a atriz que interpretou a oficial Miho chama-se Satiko Oguri e teria trabalhado em Winspector (de 1990) como a agente Hissae Koyama. A informação não procede e as atrizes sequer são parecidas. Hiromi Oonishi é o nome correto da atriz que fez Miho. Nos anos 1980, ela integrou o grupo Berries e depois teve uma breve carreira solo. Atualmente, assina como Hiromi Ueno

* A locução em português foi feita pelo próprio dono da distribuidora, o empresário Nelson Sato

* A tradução da maioria dos episódios ficou a cargo de Arnaldo Oka, que anos mais tarde teria reconhecimento à frente da tradução de muitos mangás da Editora JBC

- Agradecimentos especiais a Matheus Mossman e Usys222.

BÔNUS!

"Brand-new tomorrow" - Curta a graciosa Mika Chiba cantando e dançando nos anos 80. E com aquela típica pronúncia errada de inglês tão comum no pop japonês, ainda mais naquela época. Era o tempo do estilo musical Kayokyoku

20 comentários:

kairasensui disse...

Cara eu adorava Cybercops hahaha. O Lucifer era meu favorito, mas o nome na boca de um molequinho com menos de 10 anos não ajudava a fazer fama melhor da série hahaha.

Ale Nagado disse...

Ah, na época um primo contou que a mãe não deixava ele falar o nome do herói favorito. Imagine uma família de evangélicos com um moleque dizendo que adora o Lúcifer. No Japão, onde cristãos são minoria, não tinha problema. Mas aqui, já viu a encrenca...

Já pensou se fosse hoje em dia? Veríamos Silas Malafaia aos gritos dizendo que uma série infantil tentava conseguir adoradores para o diabo. Ou algo assim.

E repita comigo:
Sái - Ber - Có - Pi!!
:-P

Usys 222 disse...

Bem completa a matéria sobre Cybercop! Até com o último capítulo, que eu nunca vi.
Adorava esse seriado, que compensava suas deficiências com um bom roteiro e personagens bem atraentes. A interação entre eles era o grande ponto a ser notado. E fiquei surpreso quando soube que Hirochika Muraishi mais tarde trabalhou nas séries Ultra, mostrando o que podia fazer com mais recursos.

Ah, tem mais um ator de Cybercop que participou de Ultraman Tiga: Ken Okabe, o Prof. Ploid. Ele aparece como o oficial Yoshioka, aquele que sempre andava com um leque e era um dos "falcões" do alto comando da TPC.

Felipe disse...

Existem bonecos da série à venda?

Ale Nagado disse...

Mas que informação bacana, Usys! Vou tentar inserir no corpo da matéria, que é relevante. E eu nunca associei aquele personagem ao Ploid. Valeu!

Felipe, na época em que passou no Brasil, saíram uns bonecos de vinil de péssima qualidade. No Japão, saíram bonecos de alto nível, mas deve ser raro encontrar algo ainda. O Usys deve saber algo, que é mais a praia dele.

Abraços!

Stefano disse...

adorava assistir a série... apesar dos defeitos especiais!
marcou minha infância !!

Ale Nagado disse...

Eu já era adulto quando passou e também adorava a série. Assim como Lion Man, Cybercop foi muito subestimado por várias pessoas por conta da produção.

Abraço!

César Filho disse...

Ótima matéria, Nagado. Cybercop foi uma das séries que fizeram minha cabeça quando criança. Não perdia um episódio sequer e até hoje é um dos meus favoritos e revi no ano passado. Na época eu tinha dois desses bonecos da série: Júpiter e Marte.

Quanto ao nome de Lúcifer, foi engraçado quando o Arnaldo Duran fez uma reportagem para o extinto Aqui Agora, do SBT, sobre o Circo Show dos Cybercop e ele acabou confundindo o Lúcifer da série com o seu xará que foi expulso do paraíso. Pensando que o demônio tivesse passado pro lado do bem. (kkk)

Lembro que a Manchete sempre trocava a ordem dos últimos episódios que ela exibia. Do episódio 27 (Falha na Unidade Cyber) pulava pro ep 29 (Tomoko na Mira da Destrap). O episódio 28 (O Dirigível Bomba) sempre ia ao ar depois do episódio 30 (A Carga da Morte). Neste último a Manchete deixava sempre escapar o preview do episódio seguinte (31; O Roubo do Cyber Thunder Arm), que só foi ao ar de vez na CNT/Gazeta. Lembro também que a partir de 1993 ou 1994 a Manchete deixava de exibir os primeiros seis episódios.

TokuDoc disse...

Parabens, excelente review. E pela primeira vez alguém não levando em consideraçao informações "wikipedianas". No programa do youtube do TokuDoc já foram abordadas as histórias de Cybercops e Shogo, e foi muto bom ler esse post onde tudo está coerente. Grande abraço!

Matheus Mossmann disse...

Só um adendo ao amigo Cesar: na CNT só exibiram os 18 primeiros episódios (e naquela mesma maneira cancerosa de passar Jiraiya e Maskman na Manchete): Exibiam os 10 primeiros, depois o 11, depois voltava ao 1...passava até o 12, depois voltava ao 1...até você ter vontade de explodir a tv e mandar a CNT pro inferno.

Abs

César Filho disse...

Essa forma de transmissão da CNT é nova pra mim, Matheus. Eu não acompanhei essa fase, pois a emissora tinha saído do ar aqui em fortaleza no começo de 2000. Valeu.

Bruno Seidel disse...

Eita! Cheguei atrasado, mas vamos lá! Sou muito fã de Cybercops e, curiosamente, assisti à série inteira esse ano, só pelo saudosismo. Esse post está simplesmente perfeito, porque destaca cada elemento importante da série (desde a produção precária ao memorável final que, infelizmente, quase nenhum fã da época pôde ver na TV). Concordo que o Akira tenha se tornado o grande herói ao final da série. É ele quem corta o barato do Barão Kageyama na cena em que o Takeda, o Lúcifer e a Tomoko "embarcam para o futuro".
Outra coisa interessante: Cybercops levanta uma interessante discussão sobre a Terra ser dominado pelas máquinas num futuro eminente. Essa realidade parece cada vez mais realista, num mundo em que a Inteligência Artificial automatiza muitas profissões e competências do ser humano. O Barão Kageyama dizia que "seres humanos são corruptíveis e vulneráveis", diferentes das máquinas. Era um vilão que tinha uma intenção muito mais coerente do que simplesmente "dominar o mundo" (isso não significa que eu concorde com ele, claro). Até destaquei esse "paradigma" num post que joguei nesse blog aqui: http://energiaespacial.blogspot.com.br/2014/05/tokusatsu-x-singularidade.html
Incrível como Cybercops ainda consegue, mesmo depois de décadas, mexer com as emoções dos fãs e ainda provocar discussões relevantes!
Ah! E muito legal ver a talentosa Mika Chiba esbanjando seu charme! ^^

Diogo Almeida disse...

Excelente post. Não sabia que o diretor de Cybercop era o mesmo de Ultraman Tiga.
Por incrível que pareça na época não achava a filmagem em vídeo algo tosco. Pelo contrário: gostava dos efeitos mais brilhantes e ficava imaginando se não era possível um seriado de super heróis brasileiros hehe

Rogério disse...

Ótimo artigo.

Lembro de na época ficar fascinado com a série porque parecia-me um visão fresca de algo que eu já conhecia.

E achava a imagem intrigante. Eu então não entendia a diferença entre vídeo e película então não sabia que era por isto que as cores e a luz pareciam tão diferentes. Até originais para mim.

Antônio disse...

Cybercops era muito legal, me lembro que na época eu era "louco" pra ter as armaduras deles, mas hoje eu acho elas um pouco bregas, o Júpiter com aquele chifre e as asinhas nas costas e o Mercúrio com aquelas barbatanas...rs
Porém o roteiro me impressiona até hoje,
era mais adulto que as series da Toei e eles eram muito carismáticos e em vários momentos a serie era hilária. Pra mim Cybercops junto com Flashman teve o melhor elenco de dublagem dentre todas as series tokus já exibidas, seria muito legal se tivesse tido mais episódios.

Ale Nagado disse...

Uma vez eu li um artigo que dizia que a maioria das pessoas não lê o que compartilha e comenta. Ou lê apenas algumas linhas, ou só passa o olho no título e legendas, lê o comecinho do texto e "passa o olho no resto" sem ler.

Infelizmente, isso é verdade. Este post explica que o fã brasileiro fala errado o nome da série, se referindo a ela como CYBERCOPS, quando o correto é CYBERCOP, sem o "S".

Aí, vejo leitores entrando e escrevendo errado do mesmo jeito de sempre. Ou seja, ou estão fazendo graça ou não leram mesmo o post inteiro, só alguns pedaços.

Isso me desanima...

Antônio disse...

Foi mau Nagado, por eu ter escrito o nome com s, mas eu li o artigo na integra, sim! Acontece que eu li no dia da postagem, mas só comentei ontem, daí acabei esquecendo esse detalhe. Minhas sinceras desculpas.

Ale Nagado disse...

Ah, tudo bem. Eu que sou um velho chato.

Sobre seu comentário anterior, concordo que era um elenco muito carismático e o elenco de dublagem foi muito bem selecionado.

Abraço!

Anônimo disse...

Eu adorava cybercop qnd criança e recentemente pude rever a série incluindo o final. Pra mim a diferença é mesmo a qualidade do enredo e atuação do elenco. Sem contar que a dublagem brasileira tb ficou excelente. Como tudo não é perfeito realmente tinha o problema dos efeitos especiais, mas qndo era criança eu não me importava. Excelente post. Obrigado pela nostalgia!

Amanda Lima disse...

Não estou nem aí ser é cybercops ou cybercop só sei que amava ver quando era criança á TV manchete fez minha Akira e Lúcifer era meus Favoritos esse não tava nem aí se o pastor da minha igreja reclamava eu gostava dos 2.Cybercops fez minha infância na extinta manchete.