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sexta-feira, 15 de março de 2013

Boletim 43: Ukiyo-e Heroes - Exposição une cultura pop e arte tradicional

Os lutadores de Street Fighter como
nunca foram retratados antes
Ukiyo-e são as tradicionais xilogravuras japonesas surgidas no século XVII. São ilustrações de cores vivas produzidas em série com blocos de madeira, as gravuras ukiyo-e estão entre as formas de arte japonesa tradicional mais conhecidas em todo o mundo. O projeto Ukiyo-e Heroes apresenta personagens famosos da cultura pop japonesa reinterpretados segundo essa forma de arte. É uma curiosa mistura que é tema de uma exposição que está em cartaz em São Paulo, capital, até o dia 12 de abril. 

Confira abaixo material do press release enviado para mim nesta semana por ocasião da reativação do blog. 

Pokémon: E se os monstrinhos
de bolso tivessem sido criados
no século XVII?
Projeto “Ukiyo-e Heroes” chega ao Brasil

Press release

"Ukiyo-e Heroes é um projeto sem precedentes. Uma série de paródias envolvendo personagens de videogames já foi feita, é verdade. Mas o que eles (Jed, o artista ilustrador e David, o gravador) fizeram quando decidiram juntar cultura pop com gravura tradicional japonesa resgata o próprio pensamento do Ukiyo-e. Para tal, é preciso enfatizar que as estampas japonesas, que encantaram os impressionistas europeus do século XIX, sobretudo pela nostalgia e exotismo, eram, na verdade, retratos da vida cotidiana e de ícones, tais como as cortesãs e os atores famosos, contemporâneos à época em que foram feitas. Jed, ao trazer sua paixão por videogames, juntamente com seu magnífico traçado e composição, para o universo da gravura japonesa, o qual David domina e executa com exímio talento há mais de 30 anos, atualiza a tradição desta arte e nos aponta para as origens dos videogames.", afirma Fernando Saiki, autor do artigo sobre a prática da estampa japonesa no livro "Imagens do Japão II" (Ed. Annablume), organizado por Christine Greiner e Marco Souza.

Durante a passagem pelo Brasil, Jed realizou um bate papo com o público e também proferiu uma palestra fechada aos alunos da Universidade Anhembi Morumbi, em São Paulo.

Ukiyo-e Heroes
O projeto iniciado em abril de 2012, em parceria com o gravador anglo-canadense residente em Tóquio, David Bull, já arrecadou U$ 313,000 na plataforma digital Kickstarter, ganhando destaque na mídia internacional, noticiado no jornal The Japan Times, na revista GQ, no site CCN Money e na versão digital da revista Wired (edição japonesa e inglesa).

“Nosso principal objetivo é bombear a vitalidade de volta para esta forma de arte (Ukiyo-e), dando-lhe um apelo moderno, mas mantendo suas tradições”, afirma Jed. 



Ukiyo-e
A tradução de Ukiyo-e ("Figuras de um mundo flutuante"), nascido no Japão durante o Período Edo (1603-1868), refere-se a um termo budista sobre a brevidade e a incerteza da vida. Sua criação reflete basicamente às mudanças comportamentais da época (como o nascimento da classe burguesa), em que arte agora era consumida não somente por samurais e a corte.

As primeiras gravuras eram realizadas para ilustrar histórias de livros, mas Ishikawa Moronobu (?-1694), considerado o pai do Ukiyo-e, cunhou a gravura Ichimai-e ou Ichimai-zuri, ou seja, folha avulsa, pensada de forma autônoma. Mas com Okumura Masanobu, que para ganhar mais liberdade de expressão abriu sua própria editora, que o ukiyo-e ganhou inovação, com o desenvolvimento da gravura de perspectiva (uki-e) e de pilastra (hashira-e). E o artista Suzuki Harunobu a elevou a um grau de complexidade e sofisticação, compondo imagens de até dez cores impressas em blocos diferentes.

A temática era variada, mas se concentrava na vida urbana e as cenas do cotidiano (cortesãs, lutadores de sumô e atores de teatro kabuki, também nascido na época), com destaque, para as paisagens, cidades japonesas e as inúmeras representações/vistas do monte Fuji, um dos maiores cartões postais nipônicos. Com a abertura do Japão ao Ocidente, na Era Meiji (1868-1912), e a popularização de métodos mais baratos, como a gravura em metal, litografia e a fotografia, o ukiyo-e cai em desuso. Usado como papel de embrulho de porcelanas e cerâmicas exportadas para Europa, iria influenciar drasticamente pintores impressionistas franceses, como Claude Monet.

Perfil 
Jed Henry - Ilustrador norte-americano, graduado em Bacharel em Fine Arts Animation (2005-2008) pela Brigham Young University (BYU), em Utah, Estados Unidos. Na área da animação, estagiou na SONY Pictures e ganhou prêmios como o primeiro lugar (Student Emmys) e terceiro (Student Academy Awards), com “KITES”, seu filme/tese de graduação, em 2008. Ilustrou livros infantis (“Cheer Up, Mouse!” e “Just Say Boo!”) da editora Houghton Mifflin, entre outras como a Penguin, Harper Collins e Candlewick. Além disto, se considera um jogador de videogames profissional, japanófilo e nerd assumido.

Serviço

Exposição “Ukiyo-e Heroes” de Jed Henry
04 de março a 12 de abril de 2013
Segunda a sexta, das 10h às 18h
Sábados, das 10h às 15h



Mais personagens de games:
Donkey Kong e Super Mario
em versão Ukiyo-e.
Local
JOH MABE Espaço Arte e Cultura
Av. Brigadeiro Luiz Antônio, 4.225
Jardim Paulista – São Paulo
Tel: (11) 3885-7140
Email: jmabeart@mabe.com.br

Entrada Gratuita

Realização:
Fundação Japão em São Paulo

Apoio:
JOH MABE Espaço Arte e Cultura
Universidade Anhembi Morumbi


Acesse:
www.ukiyoeheroes.com


Fundação Japão em São Paulo
Tel: (11) 3141-0110 / 3141-0843

E-mail: info@fjsp.org.br
www.fjsp.org.br


Atualização (18/03): Você já foi visitar a exposição? Se foi, registre suas
impressões no espaço de comentários. 
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4 comentários:

Bruno Seidel disse...

Nossa!! Essa aí do Street Fighter matou a pau!! pena que eu moro tão longe. =\

Ale Nagado disse...

Parece muito legal. Infelizmente eu também moro muito longe de Sampa. Como fica em cartaz até abril, estou torcendo para que eu precise fazer alguma viagem profissional até lá a tempo de conferir.
Abraço!

Anderson Gomes disse...

Maravilhoso! E já divulguei no nosso Facebook. http://www.facebook.com/groups/341117732538/

Ale Nagado disse...

Essa exposição parece fantástica. Espero que em outra oportunidade eu consiga ver, pois não conseguirei ir pra São Paulo a tempo.