RECADO AOS VISITANTES:

Olá! O blog está de férias, mas já estou trabalhando em novas postagens. O Sushi POP voltará a ser atualizado no dia 1 de agosto (terça), no período da tarde.

O que vem por aí:
- Ultraman Geed, Novo Lobo Solitário, resultado da convocação para trabalhos acadêmicos e mais!

Esteja aqui para conferir. Até breve!

quarta-feira, 31 de março de 2010

OTAKUS versus GLOBO e WALCYR CARRASCO

Um boato recente que circulou pela internet é o de que o autor de novelas Walcyr Carrasco teria ido ao Japão para fazer pesquisa para sua próxima novela. Algumas fotos que ele mostrou deixaram uma parte mais apressadinha e influenciável da "comunidade otaku" ressabiada, pois mostraram cenas de um bairro jovem de Tóquio. Começou a correr o boato pelo Twitter de que o tema da próxima novela das sete (normalmente cômica) seria sobre cultura pop japonesa e logo a coisa ganhou ares de histeria coletiva. O medo dos otakus (os que se dizem fãs de mangá e animê) era serem vítimas de gozação e desrespeito por parte da TV Globo e resolveram partir para o ataque sem saber até os motivos.

Conforme eu respondi no Formspring, acho que poderia até vir bobagem, rolar estereótipo e erros de interpretação, mas tinha que esperar pra ver. Porém, muitos otakus se sentiram ofendidos por antecipação por TEREM CERTEZA DE QUE A NOVELA IRIA MEXER COM CULTURA POP E QUE IRIA SER PRECONCEITUOSA. Daí, com uma idéia PRÉ-CONCEBIDA, começaram um movimento louco de mensagens pedindo boicote à Globo, além de xingamentos, ofensas e agressividade contra o autor. E pela inteligente resposta do Walcyr Carrasco, divulgada no blog JapanPop Cuiabá (entre outros), a cultura pop japonesa nem será o tema da próxima novela. Talvez até apareça, vai saber, mas não será o tema central. O resultado é que mais um boato de internet foi desfeito e os fãs que entraram nessa de atirar primeiro e perguntar depois se sentiram idiotas, compreensivelmente. E passaram uma péssima imagem ao autor. Viraram fanáticos xiitas, bradando contra Satã, digo, contra a Globo, por se acharem perseguidos por uma sociedade preconceituosa. Quem vive dizendo que quadrinhos e desenhos animados não são só para crianças deveria agir de forma um pouco mais madura.

Por isso eu evito muito usar a palavra fã, que me lembra fanático, algo não muito saudável mentalmente.

Sempre digo que "otaku" tem significados diferentes no Brasil e no Japão e que lá, o termo é pejorativo e indica gente com problemas de sociabilização dedicadas a um hobby. 

Mas, pensando bem, aqui está ficando pior.

segunda-feira, 29 de março de 2010

Simplicidade contra complexidade

Com seu baixo Hofner, Paul
McCartney faz mágica
com 4 cordas.
Certa vez, Paul McCartney foi indagado sobre qual tipo de cordas usava em seus lendários baixos Höfner e Rickenbacker. A resposta foi genial: "Sei lá. Finas e compridas?" Certamente ele sabe diferenciar tipos de encordoamento para os instrumentos que toca, mas a bem-humorada resposta eu considero uma brincadeira em cima do excesso de tecnicismo de muitos estudantes. Claro que o equipamento certo importa, mas não é isso que faz um artista ser bom ou facilmente imitável. E isso vale para qualquer ramo, incluindo o desenho, que é a área com a qual trabalho há mais de 20 anos. 

sexta-feira, 26 de março de 2010

A MODA URBANA JAPONESA E AS GOTHIC LOLITAS

A cultura pop japonesa, que começou a espalhar pelo mundo graças ao mangá e ao animê, engloba uma série de itens de entretenimento e consumo. Uma das que tem ganho mais destaque na mídia é a moda urbana, que tem nas "gothic lolitas", um de seus maiores expoentes. Elas têm um jeito meio "menina-mulher" que combina vestidos vitorianos (ou similares), com acessórios modernos e sempre trazem um ar ingênuo e, para muitos, sensual (daí a alusão ao romance Lolita, de Vladmir Nabokov). 

Porém, elas refutam qualquer apelo sensual e têm pavor de serem comparadas com a Lolita do livro.
As gothic lolitas tranbordam um ar ingênuo e romântico, ao mesmo tempo que etéreo, inalcançável. Um símbolo irresistível às paixões dos otakus japoneses, sem dúvida alguma.


De tão exóticas, sempre chamam a atenção, sendo uma das "tribos" mais conhecidas do mundo da moda japonesa atual.

Eu não me ligo em moda, passo longe disso, mas comecei a prestar atenção nesse universo por sua estreita ligação com o mundo dos animês e mangás, que servem como inspiração para muitos acessórios. E não se pode falar em cultura pop japonesa sem ter em mente que a moda também faz parte dela, assim como o cosplay, o tokusatsu, os games e a música (J-pop, J-Rock e Anime songs). Essa moda tem ganho tanta importância no mundo que o governo japonês designou três garotas como "Embaixadoras do Kawaii (fofura)", cuja missão é divulgar a moda urbana japonesa pelo mundo afora. Uma delas, Misako Aoki (especialista em gothic lolitas, vista na foto acima), esteve no Brasil no ano passado, desfilando e mostrando as últimas novidades para o público em São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e Recife.

E foi lá em Recife que ela se encontrou com uma jovem empresária especializada nessa moda japonesa moderna, que atende pelo apelido de Diva. A Diva conheci em Recife, no começo de 2009, quando fui palestrar como convidado do evento Animepan, do meu amigo Stenio Barros. Uma figuraça que despontou em eventos e já deu palestra sobre a curiosa moda urbana japonesa e as gothic lolitas, a Diva trabalha e divulga esse segmento.

Totalmente Diva é o nome da loja virtual que ela montou para vender acessórios e penduricalhos que fazem a alegria das adeptas da moda japonesa. Para quem curte ou quer conhecer esse universo feminino, vale uma conferida.

- Conheça a loja Totalmente Diva.

Foto: Misako Aoki em sua passagem por Recife, em 2009 (Crédito: Totalmente Diva)

- Atualizado em 29/03. Agradecimentos à Diva por esclarecer uma informação equivocada relacionada à forma como as lolitas se definem. 

quarta-feira, 24 de março de 2010

BOLSA DE ESTUDO NO JAPÃO

O Ministério de Educação, Cultura, Esportes, Ciência e Tecnologia (Monbukagakusho) do Japão abriu a temporada de bolsas de estudo para 2011. Através, dela, é possível fazer pesquisa, mestrado ou doutorado em universidades japonesas. 

O informativo completo está no site do Consulado Geral do Japão em São Paulo. Veja aqui.
Boa sorte!

terça-feira, 16 de março de 2010

BASTIDORES DA HQ E SEU "GLAMOUR"


Se há uma área artística que não combina com glamour é o mundo dos quadrinhos (incluindo aí design, artes gráficas, ilustração...). Excetuando premiações da área, onde há mesmo badalação, o trabalho em si não envolve nada muito digno de aparecer na Caras. Até porque a grande maioria dos profissionais não acumula e nem ostenta riquezas. Mas, para quem entra ou sonha entrar na área e é leitor hardcore de quadrinhos, os nomes envolvidos nas publicações passam a ter significado, relevância. Assim como passa a ser interessante conhecer os profissionais que admira.

Há alguns anos, estava lecionando para uma oficina de HQ para a Prefeitura de São Paulo, num bairro da periferia da cidade. A turma era bastante interessada e alguns alunos levavam revistas para mostrar e trocar ideias entre si. Havia leitores de trabalhos meus entre os alunos e esses sempre faziam muitas perguntas sobre as publicações, ouvindo as muitas histórias de bastidores de criação que tenho acumulado ao longo da vida.

Havia um em particular que era bastante entusiasmado com o álbum Mangá Tropical, que organizei em 2003. Reuni alguns nomes representativos do mangá brasileiro e o resultado foi um trabalho que, se não vendeu lá grandes coisas, teve boa repercussão na área. Os alunos tinham revistas individuais de alguns autores. Tinha os Combo Rangers do Fabio Yabu, Holy Avenger do Marcelo Cassaro e Erica Awano, o Tsunami, da Denise Akemi, o Street Fighter que fiz com o Arthur Garcia, (aliás, Street Fighter também foi assinado pelo Rodrigo de Goes, Marcelo Cassaro, Silvio Spotti e Erica Awano), os fascículos de cursos de desenho da Denise e do Arthur... Para aqueles alunos, era como se vários artistas admirados estivessem juntos, um "Dream Team". Pelo menos, era assim que alguns viam.
Um desses alunos perguntou se foi muito difícil conseguir que todos aqueles profissionais aceitassem participar do meu projeto. Respondi que foi só dar uns telefonemas e passar alguns e-mails pra fechar a equipe. E isso foi dito com naturalidade, pois são todas pessoas muito acessíveis, alguns com relacionamento de amizade e respeito de vários anos. No embalo, durante a conversa foram aparecendo histórias que tinha vivido com alguns dos participantes, seja em trabalhos anteriores, eventos ou conversas. Aí, um deles soltou "Nossa, ele fala dessas pessoas como se fosse algo normal." Foi quando me dei conta que, para quem vê de fora, e conforme seu grau de interesse no assunto, pode-se criar uma aura de glamour sobre o próprio mercado. O que não deixa de ser curioso, pra quem convive nesse meio complicado como é o da HQ nacional. Como também foi curioso outro caso, ocorrido no ano passado.

No evento SANA 9, acontecido em Fortaleza (CE) em 2009, fui um dos convidados. Teve uma hora em que eu estava perto da Erica Awano, outra convidada, e uma moça perguntou pra gente, com os olhinhos brilhando: "Vocês vieram do Japão?". Como lá não tem muitos orientais e estávamos entre as atrações do evento (que tinha astros vindos do Japão, como o cantor Hironobu Kageyama), a pergunta foi até pertinente. Mas pra gente, sempre é divertido presenciar esse tipo de reação.

Eu já fui um garoto que ia em eventos de HQ para ver de perto ídolos os quais só conhecia o trabalho publicado. E alguns realmente foram muito gentis na hora de conversar. Hoje lembro com nostalgia contatos com Fernando Gonsalez, Franco de Rosa e outros que sempre me trataram com gentileza, tanto na minha época de "fanboy" quanto na fase profissional, sem distinção. E eu procuro, sempre que posso, agir assim com cada um que vem falar comigo pedindo uma dica ou orientação. 
Enfim, a conclusão a que chego é que quem publica se torna uma pessoa pública, sendo conhecida por gente que não faz ideia de como somos fora do trabalho. Isso pode gerar, em alguns casos, reações de admiração e expectativa. Uma expectativa que pode ser quebrada, pois muitos não sabem separar o lado profissional do pessoal. 

Um trabalho cheio de sensibilidade e reflexão não significa que seu autor seja uma pessoa amável ou sequer humilde. Mas é sempre bom quando aquele artista que admiramos mostra que é um cara legal, não importando se você é um jornalista que pode falar bem dele, um editor que pode passar serviço, um colega de trabalho ou simplesmente um fã que quer trocar ideias naquele momento, pois não sabe quando terá outra chance.

Saber tratar a todos com igualdade não faz de ninguém um profissional melhor, mas um ser humano melhor.

sexta-feira, 12 de março de 2010

PALESTRA NA FUNDAÇÃO JAPÃO - COMO FOI

Na quarta passada, dia 10, estive na sede da Fundação Japão, na Av. Paulista, para minha participação no evento DESCONSTRUINDO O MANGÁ. O meu tema foi "Mangá e o Mercado Editorial".

Como a minha palestra também acabou sendo a de abertura, comecei explicando um pouco sobre a tal desconstrução, que visa analisar diferentes aspectos, buscar diversos significados e entender como o mangá nasceu, se desenvolveu, mudou e chegou ao que é hoje. Mostrei algumas imagens raras de desenhos considerados ancestrais do mangá, passando pela revolução de Osamu Tezuka até chegar ao grande mercado atual de mangá, cujos personagens estão conquistando o mundo. E tracei um paralelo com o mercado brasileiro, que sempre deu mais espaço ao material estrangeiro, ao contrário do mercado japonês, que sempre buscou uma identificação da HQ com o seu leitor e sempre valorizou mais o produto nacional. 

Uma platéia interessada
lotou o auditório
da Fundação Japão
 
Foram 90 minutos de explanação, onde contei com a cumplicidade da platéia e usei tudo o que aprendi sobre oratória, fazendo o público prestar atenção, rir e fazer anotações. Depois, foram mais 30 minutos para as perguntas, todas muito interessantes e pertinentes. Ao final, ficou aquele gostinho de "quero mais" e alguns continuaram o papo comigo pela internet. 

Pra fazer a abertura do evento, o vice-cônsul Yusuke Takahashi deu as boas-vindas ao público, que encheu o auditório. Foi uma das melhores palestras que já apresentei e fiquei contente também com todo o cuidado e atenção da equipe que me recepcionou e cuidou de todos os detalhes da preparação.

Da esq. para a dir.:
O vice-cônsul Yusuke Takahashi,
a Professora Sonia Luyten e o
quadrinhista Alexandre Nagado
Na semana que vem, a outra palestra, apresentada pela Professora Doutora Sonia Luyten (que também foi prestigiar a palestra), com a participação especial dos quadrinhistas Fred Hildebrand e Ana Recalde, do mangá nacional Patre Primordium. Imperdível!

Créditos das fotos: Fundação Japão

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A palestra também proporcionou uma chance para ir a São Paulo. Trabalhos e assuntos pra resolver aqui em Ilha Solteira acabaram fazendo com que eu tivesse uma estadia relâmpago e fiquei devendo tomar um café e umas cervejas com vários amigos. Fica pra uma próxima.

terça-feira, 2 de março de 2010

Relembrando a aventura no Japão


Os Jovens Lìderes, selecionados em
todas as regiões do Brasil
Em 2 de março de 2008, embarquei na maior aventura da minha vida. Como um dos selecionados no programa Jovens Líderes, ganhei uma viagem ao Japão promovida pelo MOFA - Ministry of Foreign Affairs do governo japonês. Era uma atividade parte das comemorações do centenário da imigração japonesa no Brasil.


Foi uma mistura de passeio, experiência profissional e missão diplomática em uma semana absolutamente fantástica, com histórias para contar por toda minha vida. Porém, tão fascinante quanto o Japão e seu povo foi conhecer o incrível grupo do qual fiz parte. Vários eu consegui rever depois da viagem, como o Miguel, Daniel, Gustavo, Roberta, Stenio, Clarice, Fernando, Rodrigo, Adriana, Washington... 

A Aline Kashinoki viajou ao Japão novamente no mesmo ano, para participar de um festival de dança. Outros conseguiram voltar (ou estão a caminho) para cursos de especialização e mestrado. 

Abaixo, o relato feito após o retorno, contando resumidamente o dia a dia de minha aventura no Japão:


INTERCÂMBIO NO JAPÃO - PRÓLOGO 

PARTE 1 ~ reunião dos participantes, chegada em Tokyo, Akihabara, Ryokan Hotel

PARTE 2 ~ recepção no Ministério, Production I.G, escola de culinária

PARTE 3 ~ Panasonic Center, palestra com Yasuki Hamano (cultura pop japonesa), papo com DJ Taro, Tokyo Tower

PARTE 4 ~ Oizumi, show de taikô, Hotel-Cápsula, terremoto

PARTE 5 ~ mercado de peixes, trem-bala, Hiroshima, Museu Memorial da Paz, palestra com Emiko Okada (sobrevivente da bomba)

PARTE 6 ~ Kyoto, templos, pavilhão de ouro Kinkaku-Ji, cultura tradicional

PARTE 7 - final ~ Museu Internacional do Mangá, palestra com Shuhei Hosokawa (Osamu Tezuka e o mangá no pós-guerra), retorno ao Brasil 
 

segunda-feira, 1 de março de 2010

Sobre Flashman e a intensidade dos heróis japoneses

Comando Estelar Flashman, sucesso de 1986
Em termos de roteiro, muitas coisas diferenciam os seriados japoneses dos ocidentais, principalmente quando o assunto é contar uma aventura de heróis para crianças. Não é apenas a questão de ter um final, um encerramento definitivo para uma história, que é a regra geral em mangás, animês e seriados tokusatsu. Os heróis japoneses também sempre foram mais dramáticos, mais violentos e mais intensos que seus concorrentes estadunidenses. A ação sempre foi mais visceral e os resultados podem ser fatais até para o herói ou seus entes queridos, pois muitos heróis de seriados japoneses já morreram no último capítulo, sem contar pais, namoradas, irmãos, melhores amigos...

Mesmo no mundo em geral mais infantilizado dos seriados tokusatsu, por mais excitante que possa ser a ação, ela não é banalizada a ponto de ninguém se ferir e se acreditar que a violência não tem consequências. E uma vitória também pode ser amarga, como na vida real.

Flashman (de 1986) foi uma das séries exibidas no Brasil após a explosão de Jaspion e Changeman, na segunda metade da década de 1980. Fez sucesso, chegou a 50 episódios e conquistou muitos fãs no Brasil, mas nunca esteve entre as minhas favoritas. Achava os atores péssimos (especialmente os homens), os vilões sem carisma e o design também não fez minha cabeça. A história, entretanto, tinha mais nuances que Changeman. Além de enfrentar um império espacial que almejava dominar a Terra, eles buscavam encontrar seus pais verdadeiros, pois os cinco membros do grupo foram abduzidos quando crianças, vinte anos antes. 


Red Flash x Kaura: Batalha de samurais
Conforme a série foi avançando, foi ficando mais interessante. Novos vilões - os Caçadores Espaciais - foram introduzidos e as histórias começaram a ganhar um pique um pouco mais dramático. Isso culminou em uma das melhores batalhas que já vi em um seriado japonês, com os líderes dos grupos inimigos, Red Flash e Kaura (um personagem incrível), lutando com toda sua fúria.


Há um toque de filme de samurai, com dois rivais honrados lutando até a morte com suas lâminas ao entardecer. Tudo fazia lembrar outra batalha antológica filmada um ano antes, em Changeman, com a luta final entre Change Dragon e o Pirata Espacial Buba. Apesar de tudo, a filmagem de Flashman foi superior e a luta ganhou ares quase cinematográficos.

Nas versões americanizadas chamadas de Power Rangers, é impensável mostrar uma cena violenta como essa e com tal carga emocional. Recorde a belíssima batalha e, se você nunca viu, preste atenção na fotografia, trilha sonora e coreografia. Não se vê isso em seriados estadunidenses infantis.



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Se você é daqueles pais e professores que se preocupam e se incomodam com a violência das produções japonesas, volto a recomendar o livro Brincando de Matar Monstros.
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Bônus: O tema de Flashman, ao vivo!
Saindo do assunto sobre intensidade dramática, mas continuando a falar de Flashman, a série tinha uma canção tema muito legal, que grudava nos ouvidos. Abaixo, você pode conferir a performance ao vivo do cantor original, o figuraça Taku Kitahara, no evento Super Sentai Spirits, de 2004.
Choshinsei Flashman, com Taku Kitahara

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Flashman também tem um lugar especial na minha vida profissional. Vinte anos atrás, foi com uma HQ licenciada dessa série que fiz minha estreia como roteirista, na Ed. Abril. Mas isso é assunto para um outro dia.