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quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Músicas pop de Natal com instrumentos orientais

A canção “Happy Xmas (War is over)” é uma das mais belas canções pacifistas da carreira solo do ex-Beatle John Lennon, que a lançou em 1972. Já foi regravada muitas vezes, mas a minha versão favorita é uma releitura tocada com instrumentos tradicionais japoneses pelo grupo Rin´, que une com maestria o clássico e o pop. E como se não bastasse o belo arranjo instrumental, as moças ainda cantam com vozes igualmente angelicais.

Tempos atrás, já havia escrito sobre elas, comentando e mostrando sua versão para outra música de Lennon, a confessional “In my life”, criada em sua fase com os Beatles. A banda durou de 2003 a 2009 e fui um grande privilegiado de ver um de seus shows ao vivo em 2008, em São Paulo, no evento que abriu as comemorações do Centenário da Imigração Japonesa no Brasil. “Happy Xmas (War is over)”, assim como “In my life”, foi incluída no álbumRin' Christmas Cover Songs Seiya” (avex trax, 2004)

Happy X´mas (War is Over) - Rin´


A outra música que quero indicar é a versão instrumental de uma canção natalina japonesa. "Christmas eve" foi gravada originalmente em 1983 pelo cantor e compositor Tatsuro Yamashita e logo se tornou um clássico em seu país. Quem interpreta essa peça natalina é um grupo de belas musicistas chinesas que assina como 12 Girls Band (apesar de às vezes se apresentarem com 13 integrantes, como na foto ao lado). A banda, formada em 2001, também faz uso de instrumentos tradicionais de seu país e obviamente chama a atenção, assim como o Rin´, pela beleza de suas integrantes. 

A 12 Girls Band executa peças chinesas e de vários outros países, incluindo pop e rock, tendo já regravado até “Clocks”, do Coldplay e “My heart will go on” (tema do filme Titanic) de Celine Dion. Com “Christmas eve”, elas aproximaram a China e o Japão com uma música criada para homenagear uma data cristã mais comemorada no ocidente. Realmente, a música não tem fronteiras.

A faixa foi incluída no álbum “12 Girls of Christmas” (Domo Records, 2005). Aliás, procure no Youtube pelo repertório de músicas natalinas do grupo. Garanto que vai se encantar.


Christmas Eve - 12 Girls Band


E como curiosidade, tanto “Christmas eve” quanto “Happy Xmas” possuem versões das duas bandas. Vale a pena procurar qualquer coisa delas, que os arranjos são sempre muito bons.

ENCERRANDO...
Com essas dicas musicais, encerro as publicações do Sushi POP em 2010. Pode continuar comentando à vontade que irei ler e publicar na medida do possível, mas novos posts somente no ano que vem. Obrigado pela atenção, boas festas e que 2011 seja um bom ano para todos nós. Até lá!

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

KAORI - ASINHAS DE BORBOLETA



Vamos a mais uma tirinha baseada no cotidiano familiar com a minha filhota. Ainda estou tateando no escuro quanto ao formato gráfico dessas HQs. Fazer tira nunca foi o meu forte, mas tenho gostado cada vez mais. Já havia feito várias sob encomenda pra empresas e algumas experiências, mas essa é a primeira vez que faço com formato de série autoral e estou na terceira tira. Quando puder, faço mais. 


Ah, e pra quem já leu, ela acabou usando as asinhas e adorou, mas a primeira reação foi essa mesma. E quem souber que monstro eu ia mencionar, prova que joga no meu time. :-)

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

HQ SOBRE GENTILEZA E QUALIDADE NO ATENDIMENTO

HQ educativa para o comércio
de Ilha Solteira (SP)
Esta HQ foi produzida especialmente para a ACEIS (Associação Comercial e Empresarial de Ilha Solteira) com o intuito de motivar os trabalhadores de comércio e serviços da cidade a promoverem um atendimento cada vez melhor.

O público alvo é bem regional e específico, mas os conceitos apresentados são universais e já abordei esse tema em projetos para outras empresas. Por mais batido que possa parecer o assunto, é sempre atual e oportuno. 



Também foi o segundo trabalho produzido para um cliente da cidade onde moro atualmente. A historinha foi criada para um folheto impresso e também para ser mostrada no site da instituição: www.aceis.org.br 

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

A ESTREIA NO JAPÃO DO FILME DA PATRULHA ESTELAR




Volto a comentar sobre o aguardado filme Space Battleship Yamato, a versão live-action da saudosa série animada Patrulha Estelar. A película estreou no Japão no último dia primeiro de dezembro e com isso muitas dúvidas foram desfeitas, bem como começaram a se espalhar pela internet as primeiras impressões e repercussões.


Em cinco dias, foi visto por mais de 790 mil pessoas, arrecadando mais de 11 milhões de dólares (e subindo) o que é um ótimo sinal. Chama também a atenção uma estatística divulgada pelo site Anime News Network (www.animenewsnetwork.com)A audiência do Yamato nesses primeiros dias foi 52% de homens e 48% mulheres. Nesse universo de espectadores, 44,4% eram de gente na faixa dos 40 anos, 19% na faixa dos 30, 15,1% na faixa dos 50 (!) e 12,9% na casa dos 20 anos. Definitivamente, um filme para um público maduro, que viu a série original. Lembrando que, embora tenha sido exibida no Brasil e EUA nos anos 1980, estreou e foi febre no Japão entre colegiais e universitários na década de 1970.

As primeiras críticas apontam uma boa produção, mas problemas com o limitado talento dramático de vários atores e alguns efeitos especiais e movimentos de câmera que não teriam funcionado bem. Mas no geral, o filme tem sido bem recebido por sua fidelidade ao espírito da obra original, o que é um grande alívio, em se tratando da adaptação de um mangá/animê de sucesso.

O líder do Império Gamilon, o temido General Desslock, não aparece, somente sua voz ameaçadora é ouvida. O dublador, Masato Ibu, é o mesmo que trabalhou na série em animê. E aí está uma grande comida de bola minha e de muita gente. Num post anterior, eu havia comentado que o ator apresentado como Desslock não tinha um tipo muito adequado para o imponente e angustiado personagem, e não havia sequer notado que ele tinha sido o dublador na animação. A ausência de imagens de Desslock nos trailers, mesmo às vésperas da estreia também dava pistas de que ele não iria aparecer. Personagem marcante da saga, fica difícil imaginar um ator (oriental ou ocidental) que encarnasse bem o ditador de pele azul, loiro e de sobrancelhas finas sem ficar caricato ou ganhar uma mudança radical que enfurecesse os fãs hardcore. Talvez tenha sido sensato deixá-lo oculto e afastar sua sombra sobre o filme. 

Também foi lançado oficialmente em novembro o single promocional com o tema romântico do filme, interpretado por Steven Tyler, do Aerosmith, em seu primeiro trabalho solo. "Love lives" é uma boa música (confira um trecho no trailer acima), mas eu ainda preferia ouvir num filme do Yamato o veterano Isao Sasaki, que cantou o tema original. 

Aqui no Brasil as notícias não são animadoras, visto que a rede Kinoplex retirou o filme da lista de lançamentos para 2011 e ainda não se sabe se Space Battleship Yamato será visto aqui em tela grande ou somente em DVD/Blu-ray. A espera está sendo longa.

(Agradecimentos ao colega DIO por sempre mandar links interessantes relacionados ao Yamato.)

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Bank Band - J-pop a serviço do planeta

Kazutoshi Sakurai (esq.) e Takeshi Kobayashi,
os líderes da Bank Band
No mundo da música, não é raro que artistas criem ou participem de campanhas assistenciais em concertos ou canções específicas. Outros fazem da militância política ou ambiental uma parte de suas carreiras. No Japão, existe uma banda criada especialmente para apoiar projetos humanitários e causas ambientais. É a Bank Band, liderada por Kazutoshi Sakurai (voz, guitarra e violão) e Takeshi Kobayashi (teclados). 

Sakurai é o líder da banda Mr. Children, grande sucesso no cenário do J-Pop. E Kobayashi é o produtor do Mr. Children (entre outros artistas), além de ex-integrante da banda My Little Lover.

A Bank Band é na verdade a unidade de shows e gravações da instituição financeira ap bank (escrito todo em letras minúsculas mesmo - um "charme" praticado por muitos artistas no Japão). O ap bank nasceu a partir do Artist´s Power, fundado pelo lendário tecladista e compositor Ryuichi Sakamoto em 2002 para promover o uso de fontes de energia renováveis e a sustentabilidade. Sakamoto e os sócios Kobayashi e Sakurai administram o ap bank, que trabalha com música e arte para angariar fundos para apoiar projetos ambientais ligados à sustentabilidade, além de manter uma reserva financeira para ser usada quando acontecem catástrofes naturais. Os três doam parte de suas fortunas para a entidade e ainda recebem o apoio de outros artistas colaboradores para financiar as atividades do ap bank. O Bank Fest é uma das atividades que eles fazem com a Bank Band, na forma de grandes concertos musicais.

A seguir, dois momentos da Bank Band com convidados muito especiais. Curta o som!

BANK BAND e ASKA: Hajimari wa itsumo ame




Neste video, de 2006, sobe ao palco o cantor e compositor Aska, da dupla Chage and Aska. A Bank Band toca com ele “Hajimari wa itsumo ame”, balada romântica da carreira solo do astro. Dono de uma das mais poderosas vozes do J-Pop, Aska divide generosamente os vocais com Kazutoshi. Astro da mesma grandeza, Kazutoshi transborda simpatia em sua interpretação.

BANK BAND e MY LITTLE LOVER: Shiroi Kaito



Nesta outra gravação, entra em cena a cantora akko, atualmente a única integrante fixa da banda My Little Lover, para interpretar "Shiroi kaito". O tecladista Takeshi foi o compositor da música, membro original do My Little Lover e também já foi casado com akko (Na verdade, parece rolar um clima no final da música. Veja como ela olha para o lado...).  É difícil não se emocionar com a interpretação.


BANK BAND: Evergreen


Finalmente, uma versão apoteótica para "
evergreen", clássico do My Little Lover com vocal principal do grande Kazutoshi Sakurai, um cantor com controle absoluto sobre sua voz. 

E para quem quiser saber mais sobre os projetos do ap bank / Bank Band, confira o site oficial em inglês:

www.apbank.jp/en

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

DESENHO NATALINO PARA O INSTITUTO GABI

Este desenho eu fiz especialmente para a ONG Instituto Gabi, entidade com a qual colaboro faz algum tempo. A personagem é baseada na menina que inspirou seus pais a fazerem o bem aos mais necessitados, no caso a crianças a jovens portadores de deficiências. A imagem eu já havia mostrado no Twitter, mas como lá a informação é muito efêmera, decidi registrar também aqui no blog.

www.institutogabi.org.br






segunda-feira, 29 de novembro de 2010

SEJA VOCÊ TAMBÉM UM HERÓI ULTRA

Nova campanha dá a chance de crianças e seus
pais serem os astros de um filme personalizado
Recentemente, foi lançado no Japão um projeto que pode revolucionar o mercado de merchandising, se for bem sucedido. Já pensou em ter um DVD personalizado com um filme profissional e oficial onde você se transforma em um poderoso super-herói?

É o que promete a Bandai Studio, com a campanha Ultraman Zero – The New Hero Legend. A ideia é que a criança apareça em um filme original, criado especialmente para o projeto, se transformando em Ultraman Zero e seu pai, em Ultraseven. Lembrando que Seven é o pai de Ultraman Zero, conforme mostrado nas mais recentes produções da Tsuburaya Pro.

As filmagens são feitas em tela verde e depois é feita a fusão de imagens, como num filme profissional. Dois atores da série Dai Kaiju Battle ("Batalha dos Monstros Gigantes", pertencente à franquia Ultra) aparecem “contracenando” com os clientes, em cenas editadas em estúdio. 


A aventura tem 13 minutos de duração e foi planejada para receber a edição de imagens. Com uniformes emprestados pelo estúdio, os felizes astros são filmados com fundo de tela verde para que as imagens sejam mixadas, da mesma forma que os filmes são produzidos. 


A opção mais em conta é usar apenas a criança no filme, por 16.800 ienes (cerca de 345 reais). Outra opção mais cara inclui cena com o pai se transformando em Ultraseven e até a mãe fazendo uma participação, por 24.150 ienes (cerca de 497 reais). Também é possível personalizar as capas, pagando um pouco a mais. Apesar da ideia ser mostrar a família, outros coadjuvantes podem aparecer (entre adultos e crianças), dentro de diferentes opções que o estúdio oferece.

As possibilidades para um produto assim são ilimitadas e, se a customização de filmes pegar, podemos esperar por muitos outros projetos similares. Inclusive, pode-se esperar que alguns vídeos personalizados possam aparecer eventualmente no YouTube ou algum outro. 

Clique aqui para ver o site da campanha 
O site está todo em japonês, mas quem não entende nada pode conferir o vídeo promocional e ver várias fotos mostrando um pouco do processo de customização da aventura. Sem dúvida, deve ter muito marmanjo sem filhos querendo pagar o dobro pra participar de uma brincadeira dessas. Deve ser muito legal. :-)  

domingo, 28 de novembro de 2010

DOUTORES DA FLORESTA - UM PROJETO AMBIENTAL EM QUADRINHOS

Publicação educativa distribuída aos
participantes de um projeto de
reflorestamento em Ilha Solteira (SP
)

Eis aqui minha primeira publicação de HQ institucional feita para um cliente da cidade onde vivo atualmente, Ilha Solteira (SP). Tenho feito trabalhos e mantido contato com clientes via internet, mas apareceu um trabalho para uma empresa da região. É a ServTec, respeitada empresa especializada em manutenção de usinas, que me chamou para um projeto feito em parceria com a CESP. Trata-se de uma iniciativa muito bacana de distribuir sementes de árvores para um grupo de crianças (filhos de funcionários das duas instituições) para que elas plantem em uma área próxima à represa da cidade. Mais do que isso, o projeto “Doutores da Floresta” vai incentivar as crianças a acompanharem o desenvolvimento das árvores e tudo isso é explicado em uma revistinha distribuída aos participantes. Nela, fiz a capa, duas páginas de HQ e uma outra com palavras cruzadas e curiosidades.

Usei um traço infantil e o desafio maior esteve mesmo no roteiro. Recebi apenas algumas indicações de diálogos que deveriam constar no começo, quando as crianças falam onde seus pais trabalham. A partir daí, precisei amarrar a conversa para que falassem do projeto de reflorestamento e como isso ia acontecer. O primeiro rascunho do projeto tinha como nome sugerido para o gibi a frase “Meu tesouro, minha árvore”. Apontei o problema de comunicação que isso gerava, pois o gibi tinha um nome e o projeto, outro, sem falar na similaridade com “Minha casa, minha vida”, o projeto habitacional do governo federal. Em um projeto assim, a força do nome é importante e sugeri deixar o “Doutores da Floresta” no título para facilitar a fixação da mensagem.
Segmento de quadrinhos da revistinha educativa
Doutores da Floresta, da ServTec/ CESP
Como em muitas HQs institucionais curtas, não havia espaço para desenvolver uma ação decorrente de um problema a ser resolvido, uma regra comum ensinada a estudantes de roteiro. Ao invés disso, inseri as informações de modo bem natural em uma conversa de duas crianças durante uma brincadeira. Senti a necessidade de justificar de modo mais forte o nome do projeto, relacionando a atividade que seria feita com os "doutores" do título. Como haveria esse monitoramento do crescimento das árvores e crianças normalmente são medidas em peso e altura quando vão ao médico, foi só fazer a ligação durante a conversa.

Para driblar a falta de ação, o diálogo tem que carregar a história nas costas. A diagramação e ângulos de cena precisam deixar tudo agradável e dinâmico, tornando a leitura natural e proveitosa. Acho que consegui passar o recado.

DICA PROFISSIONAL

Nem sempre o cliente tem razão. Sem dúvida, ele é quem melhor conhece seu público e que sabe o que deve ou precisa ser transmitido em uma campanha educativa. Porém, quando o excesso de informação ou exigências de formatos e outras especificações podem comprometer a fluidez e qualidade do resultado final, cabe ao profissional da área explicar os motivos pelos quais o cliente deveria mudar de ideia. 

O cliente inteligente vai ouvir e ponderar as colocações de um especialista, mas uma série de fatores pode conspirar para que não haja muito o que fazer. Nesses casos, mais do que nunca, o profissional deve fazer valer sua técnica para deixar o resultado final o melhor possível, dentro das limitações apresentadas. E é por isso que ele contratou um profissional especialista.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

DANI - ESTUDOS DE PERSONAGENS

Dani: Um projeto autoral para HQs de cotidiano.

O governo de SP possui um programa de incentivo cultural chamado PROAC e anualmente tem selecionado projetos de histórias em quadrinhos para serem transformados em álbuns. O orçamento é generoso e tem atraído vários profissionais. Neste ano fui um dos que apresentou, sem sucesso, um projeto para ser avaliado. A ideia era para uma história longa com uma personagem que faz tempo que não mexo, a Dani

Criação bastante autoral, Dani apareceu primeiro numa HQ de 4 páginas numa revista de curso de desenho da Ed. Escala. Era uma edição produzida pelo Watson Portela e eu entrei como “desenhista convidado” com uma história de metalinguagem onde a personagem - uma desenhista - comentava algumas características narrativas do mangá. Só depois vi o potencial para histórias de cotidiano, coisa que fiz no n. 3 da revista Desenhe e Publique Mangá, novamente como artista convidado (e remunerado, claro). Finalmente, fiz outra tentativa e produzi nova HQ dela, no álbum mix Mangá Tropical (Ed. Via Lettera, 2003). O material também foi disponibilizado no antigo site www.nonaarte.com.br e, caso não tenha lido, pode ser visto em www.nagado.com/dani.pdf.

No ano passado, a meu convite o amigo Nick Farewell fez um pequeno texto (como um poema) para que eu quadrinizasse com a Dani (veja aqui). E nunca mais mexi com a personagem, por falta de tempo e interesse, em virtude do mercado ruim – financeiramente falando - em que vivemos. O PROAC me fez planejar algo novo com a personagem mas, como não fui selecionado, tudo voltou pra gaveta.

Criei um elenco central para contracenar com ela e fiz alguns estudos de traço, o que foi um exercício divertido, no fim das contas. Bom, como talvez não volte a mexer com essa personagem (que, a bem da verdade, não empolgou muita gente), resolvi reunir os estudos finalizados e pelo menos mostrar aqui no blog. 

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Out of sight - Uma pequena obra de arte em animação

Gostaria de compartilhar com vocês um vídeo que foi indicado por colegas no Twitter. Trata-se de uma pequena animação de curta-metragem feita por três estudantes da Universidade de Artes de Taiwan.

Não vou comentar muito sobre Out of Sight ("Fora de vista"), pois esse singelo conto sobre uma menina chamada Chico (leia "Tico") e seu cãozinho Coco pode criar um sorriso emocionado em um dia ruim ou encher de inspiração a manhã de um dia atarefado. Isso é vida. 



quinta-feira, 11 de novembro de 2010

VINGADORES DO ESPAÇO - TENTATIVA E ERRO

Goldar, Gan (na forma foguete), Rodak e um
monstro em foto promocional da série (1966).
Capa do segundo volume (de
um total de 3) do mangá
original de Osamu Tezuka.
A década de 1960 foi bastante experimental para a TV japonesa. Não haviam fórmulas a serem seguidas como hoje em dia e os produtores se permitiam ousar mais do que hoje em dia. Um grande exemplo veio da série Magma Taishi (Embaixador Magma), exibido no Brasil na década de 1970 como Vingadores do Espaço. 


Magma Taishi foi o primeiro seriado colorido da TV japonesa, tendo estreado lá em 4 de julho de 1966, 13 dias antes de Ultraman. Baseado em um mangá de 1965, foi uma das muitas criações de Osamu Tezuka, o “Deus do Mangá” e codificador das modernas histórias em quadrinhos japonesas.


A história mostrava a família de robôs que viravam foguetes formada por Goldar (gigante dourado e dono de uma vasta cabeleira), Silvar (de tamanho humano) e o filho deles, o pequeno Gan. Orientados pelo sábio Matuzen (que serviu de base para o Edin, de Jaspion), eles lutavam para salvar a Terra do terrível Rodak e seus monstros. Os heróis também protegiam de modo especial o garoto Miko, que podia chamá-los através de seu apito especial. Um toque chamava Gan, dois, Silvar e com três toques, vinha Goldar. A saga durou 52 episódios e foi produzida pela P-Productions, estúdio que também fez outros clássicos como Spectreman e Lion Man. Em 1993, ganhou uma versão em animê, produzida diretamente para vídeo pela Bandai Visual. 

Livro sobre os
bastidores da série
lançado no Japão
.


Bom, depois de dar uma geral no tema, vamos ao que interessa, um vídeo muito divertido que encontrei esses dias, que tem duas preciosidades. Primeiro, mostra a abertura original da série com imagem boa. Depois, um teste de filmagem que foi engavetado. Nele, Goldar (que seria prateado - lembrando que o nome original dele é Magma) aparece com um rosto humano. Isso mesmo, com aquele corpo robótico claramente feito de espuma de borracha e com o rosto do dublê à mostra, pintado de prata.

O resultado deve ter causado riso e constrangimento até naquela época e por isso, a opção da máscara estática foi a mais acertada. Nem tudo o que funciona bem em mangá funciona na vida real, como você mesmo poderá conferir (ao menos com os recursos daquela época). Divirta-se.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

O Rei dos Editores (Henshuu Ou)

Henshuu Ou - Pela primeira vez, um
mangá abordou o
mundo dos editores.
No competitivo mercado dos mangás no Japão, uma figura fundamental e pouco conhecida é a do editor. Cabe a ele fazer a ponte entre o autor e a empresa que o publica, cuidando para que prazos sejam cumpridos e muitas vezes até mesmo interferindo nos rumos da história. Especialmente nas revistas semanais para rapazes, ao analisar votações de público e reações dos leitores, os editores pedem mudanças e alterações. 

Editores de mangá precisam ser exigentes e saber lidar com prazos, egos inflados de muitos autores e conciliar tudo com os interesses dos donos das editoras. 

Em obras de referência como Manga Manga – The world of japanese comics, de Fred Schodt, conta-se até a história de um autor que, não aguentando a pressão de prazos e a presença de seu editor em sua casa aguardando impaciente a entrega da história, fugiu pela janela do banheiro. Não adiantou e foi trazido de volta para acabar o trabalho. 

No sistema editorial japonês, onde as revistas são antologias com histórias de vários autores, coordenar os trabalhos é tarefa muitas vezes dividida por mais de um profissional e, nas disputadas publicações semanais, uma coordenação precisa do trabalho dos editores é fundamental para que a engrenagem se mantenha em movimento.

Quando um autor falha, seja por motivo de doença, como já aconteceu até com Rumiko Takahashi (Ranma ½), um editor seleciona material de um iniciante para “tapar o buraco” e assim por diante. Editores são tão implacáveis ao cobrar prazos dos autores que é comum o editor ir à casa dos autores mais irregulares e ficar lá até o trabalho ser entregue em mãos ou então literalmente prender o autor e assistentes em um hotel para que terminem no prazo.

Muitas vezes uma figura temida pelo iniciante e até pelos veteranos, editores trabalham nos bastidores e nunca têm seu valor bem reconhecido ou percebido pelo público. Pois é sobre esse mundo que trata o mangá "O Rei dos Editores", tradução para “Henshuu Ou”, de Seiki Tsuchida.
No traço de Tsuchida, as muitas
vezes tensas relações
entre artistas e editores.

DE PUGILISTA A EDITOR DE MANGÁS

Henshuu Ou conta a trajetória de Kanpachi Momoi, um rapaz do campo que aspira ser campeão de boxe, sendo fã do lendário mangá Ashita no Joe, de Tetsuya Chiba. Após sofrer um descolamento da retina em combate, o que o impossibilita de continuar nos ringues, um amigo lhe arranja emprego como editor.

Homem franco e apaixonado por quadrinhos, mas também direto e um tanto rude, Kanpachi aprende a lidar com as exigências da profissão. Para um editor capaz de literalmente partir um autor problemático ao meio, ele se mostra humano e capaz de grandes gestos. Kanpachi também ajuda uma jovem editora que encontra resistência por ser mulher e ter que lidar com autores homens, que não a respeitam ou reconhecem sua competência. 

A história apresenta muitas situações sobre o desgastante trabalho do editor e as delicadas relações destes com os artistas dos quais depende seu trabalho. Kanpachi conhece tanto um autor veterano que produz de forma burocrática e sem paixão, quanto um autor jovem, desconfortável e inseguro criativamente por ter que desenhar cenas eróticas para aumentar as vendas. São situações reais, cuja intensidade é valorizada pelo traço de Tsuchida, que segue uma linha mais realista e se enquadra na categoria dos gekigá (desenhos dramáticos).


O autor Seiki Tsuchida nasceu em 21 de março de 1969, na cidade de Akita (Japão) e se destacou com obras para o público juvenil e adulto, como “Orebushi” e “Onaji tsuki o mite miru”. Henshuu Ou estreou em 1993 na revista para jovens adultos Big Comic Spirits (Ed. Shogakukan) e rendeu 15 volumes encadernados (10 numa reimpressão mais recente). 


O sucesso do mangá acabou levando à produção de uma novela, ou J-drama, que é como têm sido chamadas as novelas nipônicas fora de seu país. Exibida entre outubro e dezembro de 2000 na Fuji TV, o drama teve 11 episódios semanais (formato comum para novelas japonesas) e foi estrelada por Taizou Harada no papel de Kanpachi.


A premissa do mangá é extremamente interessante e, por si só, valeria uma chance no mercado ocidental. Coisa que até agora, inexplicavelmente, não aconteceu. 

****************************************

* Uma divertida metáfora dessa relação autores versus editores foi vista em um episódio do seriado de tokusatsu (efeitos especiais) Policial de Aço Jiban (1989), onde um monstro devorador de mangás prendia um garoto e ficava obrigando ele a desenhar mais páginas para não ser morto. Qualquer semelhança do monstro com um editor de mangás não pode ter sido mera coincidência...

* Um grande sucesso atualmente no Japão – e já popular entre os fãs brasileiros com acesso a material ainda não lançado oficialmente – é o mangá/animê Bakuman, que estreou em 2008 e conta a história de dois jovens aspirantes a mangaká (autor de mangás). Apesar de produzidas em épocas bem diferentes, Bakuman e Henshuu Ou podem ser encaradas como histórias complementares, por uma apresentar a visão do artista iniciante e a outra, do editor iniciante. Bakuman é criação de Tsugumi Ohba e Takeshi Obata, os mesmos autores de Death Note. Futuramente, vale uma postagem.

* Ainda não li uma única história de Henshuu Ou. Me informei sobre ela primeiro no livro Dreamland Japan, de Fred Schodt e, recentemente, procurei mais informação na internet, mas há pouca coisa disponível. Quem sabe esta postagem não desperta o interesse de alguma editora? Eu adoraria ler esse mangá. 

ATUALIZAÇÃO (2012) - Seiki Tsuchida faleceu em 21 de abril de 2012, aos 43 anos, vítima de cirrose. Uma grande perda para os quadrinhos japoneses. 

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

GARIMPANDO INFORMAÇÃO

Quando eu escrevia para a revista Herói, lá na distante década de 1990 (Credo, pareço velho escrevendo assim, eh eh...), não havia a facilidade da internet e as informações eram garimpadas com colecionadores, revistas importadas (que traziam informação com meses de atraso, pois vinham de navio) e conhecidos no exterior.

Tudo era muito complicado de se conseguir e, entre erros e acertos, minha geração conseguiu levantar informações preciosas para muitos leitores. Uma das coisas que eu mais gostava de fazer eram textos pequenos para informar sobre a existência de obras desconhecidas aqui, fossem elas mangás, animês ou produções de tokusatsu. Muitas vezes, eu nem tinha lido ou assistido o título – por isso eu nem me arriscava a dar opinião. Eu apenas noticiava a existência daquela obra, destacando alguma curiosidade, dando uma geral sobre o que se tratava e dando aos leitores aquela vontade de saber mais. Numa época de pouco acesso à informação como aquela, isso já ajudava bastante.

Houve títulos que eu mencionei de passagem e depois viraram grandes e recorrentes matérias, como Sailor Moon, que eu citei na Herói número 1 (dez./ 1994) e depois se tornou um dos assuntos que eu mais escrevi em muitas edições. Há casos de títulos que divulguei a existência e depois, quando fui ler ou assistir, fiquei desapontado. Mas naquela época, mais do que analisar, era importante descobrir e divulgar.

Estando meio fora desse mercado de “imprensa especializada” (que hoje em dia não paga nada ou paga trocados) e trabalhando com HQs institucionais, tenho escrito no blog somente sobre assuntos que realmente gosto. Ficou pra trás aquele lado de sair garimpando títulos. E nem tenho tempo pra isso hoje em dia, a menos que fosse trabalho. Mas conversando com um leitor outro dia, senti falta de escrever pequenas matérias apresentando algo novo ou pouco conhecido, meio obscuro por aqui. Na era da internet, parece difícil garimpar algo que a maioria das pessoas já não tenha ouvido falar. Ainda assim, é possível mesmo hoje em dia encontrar muita coisa que pode surpreender os aficionados e dar dicas interessantes.

Não farei isso com frequência, mas revirando meu acervo de referências, anotei algumas coisas que valem uma indicação eventual. Na próxima postagem, ainda nesta semana, devo destacar um título de mangá pouco conhecido do grande público no ocidente, mas que tem uma premissa bastante interessante para quem gosta de conhecer histórias de bastidores. Até lá.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Desafios de um roteirista - Shozo Uehara e os super-heróis japoneses

Conheça melhor a carreira do homem que escreveu histórias para Jaspion, Ultraman, Kamen Rider Black e uma infinidade de seriados de tokusatsu
Shozo Uehara, em
foto de 2002.
Durante décadas, um roteirista deixou sua marca em todas as franquias de super-heróis de tokusatsu, escrevendo e criando com a rapidez que a TV exige. Shozo Uehara nasceu em 6 de fevereiro de 1937, em Okinawa, na parte sul do Japão.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

ULTRAMAN EM PUBLICIDADE DA HONDA

Um dos wallpapers disponíveis
no site da campanha.
Os heróis da franquia Ultra estão participando no Japão de uma campanha publicitária da Honda para promover a nova Stepwagon Spada. Para muitos aqui no Brasil, pode parecer estranho um produto desses ter sua imagem associada a uma franquia infantil.

Existindo no Japão desde 1966, Ultraman atravessou gerações e é popular até hoje. Não é exagero dizer que é o mais importante super-herói do país, pela longevidade e presença na mídia. 

Entre os super-heróis de tokusatsu (filmes e seriados com efeitos especiais), a franquia Kamen Rider é ainda mais popular, mas os intérpretes originais foram deixados de lado há muito tempo. Com os Ultras, os velhos atores que interpretaram Hayata (Ultraman) e Dan Moroboshi (Ultraseven) apareceram no recente filme Ultra Galaxy Legends e irão dublar seus personagens transformados no próximo filme, Ultraman Zero - The Movie. Tal coisa acontece porque os heróis (e não só a franquia) ainda são muito populares e seus fãs nostálgicos são potenciais consumidores de itens de luxo como o novo carro da Honda. 

O site, todo em japonês, mostra o vídeo da campanha e tem wallpapers pra pegar, entre outras coisas legais.

Acesse o site da campanha aqui e aproveite, que pelo menos os botões principais estão em japonês e inglês. 

Obviamente, quando o veículo chegar aqui (se chegar), a campanha de lançamento será outra.
*****
Super-heróis em propaganda de cerveja?
Não oficialmente, mas...
A título de curiosidade, anos atrás alguns atores veteranos dos Ultras protagonizaram um comercial da cerveja Kirin. Não havia uma associação direta aos Ultras, mas era impossível não pensar neles ao ver em um cenário espacial, Hayata, Dan Moroboshi e Hideki Goh brindando com roupas parecidas com as que usaram quando apareceram em Ultraman Taro, cuja identidade humana, Kohtaro Higashi, também aparecia no comercial. 

Além dessas, outras campanhas publicitárias visando o público adulto foram feitas no Japão, mostrando que o herói espacial está incorporado à cultura do país. 





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sexta-feira, 22 de outubro de 2010

COMENTANDO SOBRE POLÍTICA E AS ELEIÇÕES



Ultimamente tenho postando muitos comentários sobre política no Twitter, por conta da época eleitoral. Eu acho que política, gostando ou não, tem que acompanhar sempre. Mas obviamente, o momento eleitoral acaba inspirando a gente a falar mais do assunto. Como o que se escreve no Twitter é muito efêmero, quis reunir algumas postagens que publiquei, desde antes do primeiro turno. Elas revelam muito do meu pensamento sobre política e resolvi deixar isso registrado aqui no blog.





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Vai votar no Tiririca só pra fazer graça? Podia fazer uma merda que só afetasse a sua vida, né?

E pensar que o Tiririca ainda vai puxar votos pra eleger outros oportunistas... É nisso que dá o voto ser obrigatório.

Petistas: O PSDB não é o demônio. Tucanos e simpatizantes: O PT não trará o fim do mundo. E vocês têm mais em comum do que admitem.

Acho que o Brasil perdeu uma chance histórica quando disse "não" ao parlamentarismo (defendido pelo PSDB e combatido pelo PT). Porém...

... quando penso na chance que o Tiririca teria para ser Primeiro Ministro, lembro que pior do que está, poderia ficar.

Quem está por trás do Tiririca? http://tinyurl.com/2f26eh6 - Veja o que o "voto de protesto" vai fazer.

Tem gente que trata eleição como o fim. Não importa quem vença. Fiscalização, espírito crítico e mobilização é que farão a diferença.

Tem umas candidatas querendo se eleger com o corpo. A ideia é assim: "Chega de votar nos filhos da p... Vote nelas de uma vez."

Chamar o Lula de analfabeto porque não tem diploma é ignorância política e desvia os motivos reais pelos quais ele deve ser criticado.

O povo se apega a estereótipos ao invés de discutir coisas que importam. Se a Marina estivesse na frente, iam arranjar algum pra ela.

Tiririca na BBC: www.bbc.co.uk/news/world-latin-america-11351808 (via @alemaopazeamor) - Senti vergonha.


É por isso que eu sou contra a obrigatoriedade do voto.


Sobre religião, democracia e o voto livre: http://tinyurl.com/25mgpmt (via @cartacapital)

Ironias e ataques à Igreja ganham RTs automáticos, bem como seus erros (q não são poucos). Um religioso escreve algo sensato e é ignorado.

O único candidato a presidente com quem já me identifiquei foi o Mario Covas, em 1989. Isso não é bom.

Indignação é o que move a campanha. A maioria se empenha em apontar podres do adversário, e não as virtudes de quem apóia. Triste.

Que os que apóiam o lado que for vitorioso adotem o espírito crítico e vigiem as falhas que fingiram não ver durante a campanha.

Análise de carisma: Serra parece o Sr. Burns. Lula, o Papai Smurf. Isso explica muita coisa.

É sempre assim: somente o outro tem alianças com gente de caráter questionável. Eleição é passional demais e não deveria ser.

Muitos estão mais preocupados em esfregar a Dilma na cara da Globo, Veja, Folha e a chamada "mídia golpista". Mas depois tem 4 anos.

Desta vez, estou neutro (torci pela Marina), e admito acreditar que a Dilma tem mais capacidade de articulação. Mas os aliados dela...

Assessor nerd de Serra justifica caso da bolinha de papel: "Tinha um fragmento de kriptonita dentro."

Discordo em pontos importantes, mas recomendo o manifesto à nação do Plinio Arruda: http://tinyurl.com/2f86h9w

Enfim, como alguém já disse, pregar no Twitter é pregar pra convertidos. Ninguém muda de opinião, só fica mais raivoso.

Já li cada estupidez que não vejo a hora da eleição passar para que os meus amigos de bom senso voltem a ter bom senso.

Bom senso deveria ser escolher um lado mas não agir como se fosse a luta definitiva do bem contra o mal. Acreditar nisso é o fim.

Tucanos, petistas e a bolinha da discórdia: http://tl.gd/6jksi1 


O que realmente importa na disputa eleitoral (charge do Cláudio): http://tinyurl.com/257l46c

Tenho me decepcionado com o lado conivente, hipócrita e manipulador de muita gente nestas eleições. Mas não vou deixar abalar amizades.

Muitos devem se decepcionar com minhas críticas a ambos os candidatos. Tenho uma preferência, mas não a ponto de fazer campanha.

A despeito de podres e alianças duvidosas, ambos possuem capacidade de fazer coisas boas. Como já fizeram e um busca apagar do outro.

(Post sujeito a eventuais atualizações)